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sábado, 25 de outubro de 2014

Dilma nega irregularidades no Pronatec e defende melhor fiscalização

A candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff  irregularidades na execução do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec). Dilma falou sobre o assunto ao comentar reportagem do jornal Folha de S.Paulo, que, com base em relatório da Controladoria-Geral da União (CGU), aponta falhas no acompanhamento dos alunos matriculados no programa.

Segundo a reportagem do jornal, não é possível precisar quantos são os estudantes desistentes e se o repasse de recursos continua sendo feito às instituições parceiras.

“Fiquei satisfeita com o relatório porque a controladoria esclareceu perfeitamente que os cursos são fiscalizados e que temos de aperfeiçoar a fiscalização. Não há nenhuma irregularidade no Pronatec”, disse a candidata em entrevista à imprensa.

Dilma explicou que os cursos são, em grande parte, feitos em parceria com o Sistema S (Senar, Senac, Senat e Senai) e defendeu o caráter gratuito programa. “No Brasil, se não tiver cursos gratuitos, não se atinge a multidão que precisa, que vai usufruir e transformar os cursos em riqueza para o país.” Segundo ela, o Pronatec atende a cerca de 8 milhões de pessoas.

A candidata destacou que, se conquistar mais um mandato no próximo domingo (26), ampliará o Pronatec, incluindo jovens aprendizes no programa. “O obstáculo era que as micro e pequenas empresas tinham que pagar um curso para esses adolescentes acima de 15 anos e não tinham condição. Estamos incorporando dentro do Pronatec”, explicou. Atualmente, o programa atende a jovens que cursam o ensino médio e também a trabalhadores que buscam qualificação profissional.

Dilma lembrou que o acesso a informações sobre esse tipo de fiscalização é possível em âmbito federal porque a Lei de Acesso à Informação é cumprida. “Não há esse nível de acesso à informação em todos os entes federados. No governo federal, é garantido que se acesse tal tipo de informação.”



Fonte: Agência Brasil, em 19/10/2014.

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Transformar realidade de alunos incentiva atuação de jovens professoras

O desejo de transmitir conhecimento e a possibilidade de transformar a realidade de jovens por meio da educação são alguns dos fatores que incentivam a atuação de duas jovens professoras recém-chegadas às salas de aula. Elas já conhecem os desafios da profissão, mas continuam certas de que fizeram a escolha correta.

Filha de professores, Agnes Serrano, 23 anos, tinha ideia dos desafios a serem enfrentados na profissão, mas não teve dúvidas quando decidiu ser professora. Há quatro meses, ela dá aulas de geografia em uma escola pública de Ceilândia, cidade do Distrito Federal próxima a Brasília, para alunos do 6° ao 9° ano do ensino fundamental.


“Sempre ouvi dizer que dar aula era um desafio, mas era prazeroso. Só fui entender agora que dar aula é difícil porque você tem que lidar com realidades muito complicadas do ponto de vista social”, conta Agnes.


Docentes relatam desafios


O sentimento de que é possível mudar para melhor a realidade dos estudantes é um incentivo para a professora. “A gente se percebe como agente que pode modificar a realidade dos estudantes, incentivando os meninos a seguir em frente, dar prosseguimento aos estudos. Sabemos que é só o estudo que vai mudar essa realidade em que vivem. Temos muitos estudantes que percebem a dificuldade da realidade social deles e querem mudar”, disse.


Na avaliação de Agnes, o professor não chega à sala de aula com o preparo necessário para enfrentar o dia a dia da profissão. Segundo ela, o curso superior oferece uma boa formação teórica, mas falta a prática.


“Acho que a universidade e a educação básica não são próximas e é na educação básica que os alunos são preparados também para entrar no curso superior”. E completa: “Quando entramos em contato com o público com o qual vamos trabalhar, já estamos no fim do curso. Então, acho que a preparação é muito deficiente".


Em poucas palavras, a professora de geografia resume o que tem sido a experiência desses quatro meses de magistério. “Não imaginei que eu fosse gostar tanto de dar aula. Está sendo muito bom. Tenho a expectativa de devolver à sociedade tudo que aprendi”, diz Agnes, que sempre estudou em instituição pública de ensino.


A professora de espanhol Maria Eduarda Andrade, 23 anos, lecionou por seis meses em escola particular e, desde setembro, dá aulas no Centro de Ensino Médio 01 do Gama, no Distrito Federal. Ainda criança, ela brincava de ser professora e hoje o que era brincadeira se tornou realidade.


Maria Eduarda relata que, como professora de espanhol, tem encontrado prós e contra na atividade. “Espanhol é para alunos de ensino médio e não é uma matéria que reprova, aí você se depara com alunos que não dão a mínima importância para a matéria. Fiquei chocada com algumas coisas que ouvi”, lembra.


Esse susto inicial, no entanto, é compensado pelo retorno positivo de alunos interessados em aprender. “Estou adorando dar aula. Ao mesmo tempo, há os que fazem questão da aula e isso compensa os que não querem nada”.


Ela conta que busca tornar as aulas mais dinâmicas, interagir com os alunos e não se apegar tanto ao livro didático para tornar o aprendizado mais interessante. O uso da tecnologia em sala de aula é citado como meio para prender a atenção dos jovens, mas observa que isso pode ter também um lado negativo. “Muitos estudantes não sabem usar a tecnologia a favor deles e querem bater uma foto do conteúdo que está no quadro em vez de copiar para fixar a matéria”, acrescenta.


Fonte: Agência Brasil, em 15/10/2014.

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Hospitais universitários receberão R$ 6,4 milhões

A Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) autorizou o repasse de R$ 6.454.716,46 para hospitais universitários federais vinculados ao Programa Nacional de Reestruturação dos Hospitais Universitários Federais (REHUF). O repasse está em portaria publicada no dia 10/10, no Diário Oficial da União.


O montante destina-se ao financiamento da aquisição de insumos odontológicos, oftalmológicos e serviços correlatos. Serão beneficiados 27 hospitais. A lista e o montante destinado a cada um deles estão disponibilizados no Diário Oficial.



A portaria estebelce que as unidades gestoras beneficiárias encaminhem à Ebserh, em até 60 dias após o encerramento do exercício financeiro de 2014, relatório gerencial detalhando a aplicação dos recursos e os resultados alcançados, segundo o modelo disponibilizado no Sistema de Informação para Reestruturação dos Hospitais Universitários Federais (SisRehuf).


Fonte: Agência Brasil, em 10/10/2014.

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

MEC é responsável por documentação acadêmica de faculdade descredenciada

Na qualidade de supervisor nacional do ensino superior, o Ministério da Educação é responsável por adotar medidas que evitem danos coletivos aos alunos. Isso inclui guardar a documentação acadêmica dos alunos ou indicar uma instituição para fazê-lo.

O juiz federal Jacimon Santos da Silva, da 2ª Vara Federal em São Carlos (SP), determinou que a União organize e assegure a conservação de toda a documentação acadêmica das Faculdades Integradas de São Carlos (Fadisc). O objetivo do juiz foi garantir o direito dos ex-alunos a conseguirem seus diplomas, já que a instituição foi descredenciada pelo ministério em 2011.


No caso, uma ex-aluna do curso de Direito entrou com ação pedindo que a instituição disponibilize e registre seu diploma. Ela afirma que colou grau no dia 29 de outubro de 2010 e formalizou o pedido no ano seguinte. Entretanto, a instituição encerrou suas atividades em 2012, deixando alunos e ex-alunos sem acesso a documentos como histórico e diploma.


Ela argumentou ainda que a responsabilidade do MEC é evidente e “decorrente por sua omissão caracterizada na ausência de fiscalização durante o período em que a instituição já se encontrava em completa desorganização administrativa e financeira.”
  Segundo o juiz Jacimon Santos da Silva, o ministério, mesmo sabendo da situação, não adotou no despacho de descredenciamento a providência para assumir a responsabilidade pela guarda dos documentos acadêmicos ou de indicar uma outra instituição para exercer esta função. Para ele, a falha permitiu que os papeis ficassem expostos ao risco de extravio.

A decisão cita ainda a Portaria 255/1990 do MEC que determina ser dele mesmo a responsabilidade pelo recolhimento de todo o arquivo no caso de suspensão definitiva das atividades da instituição de ensino superior. Além disso, menciona a Lei Federal 8.159/1991 que dispões sobre a política nacional de arquivos públicos e privados. A lei prevê que é dever do Poder Público garantir proteção a documentos de arquivos como elementos de prova e informação.


O juiz determinou que a decisão seja cumprida imediatamente pela União. Além disso, requisitou o auxílio da Polícia Militar para fazer o policiamento permanente da Fadisc, para impedir que nenhum outro dano seja causado na documentação acadêmica dos alunos.


Fonte: MEC, em 8/10/2014.

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Porque vou votar em Dilma

Votarei em Dilma por razões simples e progressistas que só afetam de maneira indireta o meu dia-a-dia. Por razões, portanto, republicanas. Julgo que durante seu governo avanços foram feitos em direção à melhoria das condições de vida das classes populares.

Nomeio os avanços, salientando que eles foram articulados no âmbito duma geografia nacional descentrada (sem privilégio ao eixo sudeste): programa residencial para os cidadãos de baixa renda, educação nos vários níveis, saúde pública, maior acesso das famílias aos bens domésticos e sensível aumento da autoestima.

O último avanço – aumento da autoestima − pode parecer ridículo às vésperas da eleição. Não o é, pois se refere ao modo como nos últimos anos cresceu o reconhecimento por parte das classes altas e letradas daqueles e daquelas que vieram sofrendo por séculos as várias formas de preconceito social, étnico ou comportamental. Isso também redunda em ganho democrático da população brasileira como um todo.

Só criticaria seu governo por algo que me toca diretamente: o reduzido interesse dedicado às atividades culturais e artísticas na complexidade que elas adquiriram no século 21.



(*) SILVIANO SANTIAGO é escritor. Romancista, poeta, crítico literário, ensaista e professor. Autor dos livros Em Liberdade, Stella Manhattan, Viagem ao México.
Ganhou o Premio Ibero-Americano José Donoso 2014 da Universidade de Talca, no Chile, o qual receberá no fim de outubro.

* Articulando esclarece que o conteúdo e opiniões expressas nos artigos assinados são de responsabilidade do autor e não refletem necessariamente a opinião do coletivo de educadores.

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Programa vai destinar R$ 20 milhões para ações culturais em universidades

Os ministérios da Cultura e da Educação lançaram no  dia 8/10 o Programa Mais Cultura nas Universidades. O objetivo é incentivar as instituições federais de ensino superior e as de educação profissional, científica e tecnológica a ampliar ações artísticas no país.

As entidades têm até o dia 10 de fevereiro de 2015 pra aderir ao edital, que destinará R$ 20 milhões para o apoio a atividades culturais em escolas públicas, criação e fomento de rádios e TV comunitárias, além de investimento em equipamentos e material para espaços de pesquisa e ensino já existentes. O documento foi publicado na edição desta quarta-feira do Diário Oficial da União. Cada universidade pode ser contemplada com, no mínimo, R$ 500 mil e, no máximo, R$ 1,5 milhão.


Durante o lançamento do edital, a ministra da cultura, Marta Suplicy, ressaltou a importância de um projeto que reafirme a pluralidade cultural de um país diverso como o Brasil. “Esse programa vem para proporcionar que os alunos e a sociedade não tenham apenas uma boa educação, mas tenham também uma boa educação cultural, pluralizada e que recupere e desenvolva nossas artes e também nossa cultura.”


Para o reitor da Universidade de Brasília (UnB), Ivan Camargo, o momento é oportuno para tal medida. "A arte está dentro do DNA da universidade. Hoje nosso maior problema é a falta de infraestrutura, a falta de verba. Então ter um edital específico para as artes nos é um incentivo enorme."


Fonte: Agência Brasil, em 8/10/2014.

sábado, 18 de outubro de 2014

Maioria dos jovens aprova exigência de atividades complementares

Buscar conhecimentos além da sala de aula é, não só importante, mas obrigatório em muitos cursos e faculdades. As conhecidas “horas complementares” representam um ponto polêmico na trajetória acadêmica. Enquanto alguns consideram um empecilho para a conclusão do curso, outros as julgam fundamentais para desenvolver novos saberes. No intuito de mapear exatamente a opinião do brasileiro quanto ao assunto em questão, o Núcleo Brasileiro de Estágios coletou o pensamento de 7.133 estudantes, com idade entre 15 e 26 anos. Veja o resultado em mais uma pesquisa do Nube.

As atividades adicionais têm como função geral, flexibilizar e enriquecer a formação estudantil e profissional proporcionada pelos currículos dos cursos do ensino superior ou tecnólogo, oferecendo aos alunos a possibilidade de aprofundamento temático e interdisciplinar, articulando os conteúdos teóricos e a prática. Entretanto, há quem concorde ou não com a sua imposição, por parte da direção escolar. Nessa linha, foi feita a pergunta “O que você acha da obrigatoriedade das horas complementares?”. A ampla maioria respondeu “Concordo, ajuda o estudante a buscar novidades fora da sala de aula”. Exatos 4.429 participantes (62%) seguiram a opção. Em seguida, 1.383 (20%) apesar de concordarem, são mais cautelosos. “Concordo em parte, pois é muita pressão”.


Para a coordenadora de treinamentos do Nube, Yolanda Brandão, a insegurança é natural durante a vida em sala de aula. “São muitas disciplinas e avaliações durante um curso. Mesmo concordando com as horas complementares, podem existir dúvidas sobre a capacidade de lidar com todas as exigências para se formar”. Porém, é possível superar o “bicho de sete cabeças”, segundo a especialista. “Se o jovem coloca na mente os seus objetivos e planeja, mesmo em uma simples planilha, perceberá como positivo o fato de agregar informações extras”.


Por fim, 883 (12%) responderam “Discordo, pois alguns não têm acesso a cursos e eventos culturais” e 438 (6%) votaram na alternativa “Discordo, há muita falsificação”. Yolanda orienta a procura por palestras, workshops e treinamentos gratuitos, já oferecidos em larga escala nos diversos estados brasileiros. “Felizmente é possível para qualquer estudante, buscar qualificações sem custos. Seja na prefeitura da cidade, como em ONG’s ou centros de ensino à distância, existem muitas opções para rechear o currículo e aprimorar características essenciais na formação de um profissional íntegro e competente”.


Sobre o Nube

 

Desde 1998 no mercado, o Nube oferece vagas de estágio e aprendizagem em todo o país. Possui mais de 6.800 mil empresas clientes, 13,5 mil instituições de ensino conveniadas no Brasil e já colocou mais de 550 mil pessoas no mercado de trabalho. Também administra toda a parte legal e realiza o acompanhamento do estagiário e aprendiz por meio de relatórios de atividades.

Anualmente, são realizadas 10 milhões de ligações, enviados 3 milhões de SMS e encaminhados 700 mil candidatos. O banco de dados conta com 3,6 milhões de jovens cadastrados e todos podem concorrer às milhares de oportunidades oferecidas mensalmente.

 
Para facilitar a vida dos cadastrados, foi desenvolvido um aplicativo no Facebook para publicação das vagas. O Nube também está presente nas principais redes sociais Twitter, Google+, Linkedin, Foursquare e Youtube. Com a TV Nube, oferece conteúdos voltados à empregabilidade, dicas de processos seletivos, currículos, formação profissional, entre outros. O cadastro é gratuito e pode ser feito no site www.nube.com.br.


Fonte: Yolanda Brandão, coordenadora de treinamentos do Nube.

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Alunos de escola técnica rural do estado vão aprender sobre horticultura

A primeira aula do Pronatec Agro foi realizada na quinta-feira (25/9), no município de Nova Friburgo, no Rio de Janeiro. Estudantes dos 2º e 3º ano do ensino médio do Instituto Belga – escola técnica mantida com recursos do governo do Rio de Janeiro em parceria com o governo Belga – estão sendo capacitados na modalidade de horticultura.

Os alunos cumprirão 240 horas/aula até o final do curso. As aulas serão ministradas nos dias em que os estudantes não terão atividades regulares na escola, já que o regime do Instituto é 15 dias em tempo integral na escola e 15 dias em casa.

Todo o material didático do curso é confeccionado pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), responsável também pela grade horária e pela contratação dos professores. O Pronatec Agro é uma parceria com o Ministério da Educação (MEC) que investiu R$ 25 milhões somente para este ano, com o objetivo de trazer oportunidades de estudo para quem trabalha no campo.

O Pronatec Agro - Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego – promove educação profissional e tecnológica para agricultores, especialmente jovens na área rural, trabalhadores rurais, técnicos do setor agropecuário recém-formados, estudantes de escolas técnicas e de ensino médio.

São 10 mil vagas para formação inicial e continuada em todo o Brasil, com cursos voltados para bovinocultura de leite e de corte, produção animal no semiárido, fruticultura, horticultura, integração Lavoura-Pecuária-Floresta e agricultura orgânica.

Fonte: Ministério da Agricultura. Os interessados podem obter outras informações sobre turmas, datas, locais e inscrições por meio do email depros.gab@agricultura.gov.br ou no telefone (61) 3218-2433.

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Homenagem do Sinpro-Rio aos professores e professoras

Neste dia do Professor, a  diretoria eleita do Sinpro-Rio conclama toda a categoria a reocupar o sindicato, que sempre foi seu, por direito, como um espaço de encontro, mobilização e luta, como um instrumento de transformação da realidade, em defesa dos direitos e conquistas de professores e professoras, e da construção de um novo modelo de sociedade. A ação sindical, hoje, no mundo, é o grande foco de resistência a favor do trabalhador, na crise capitalista que vivemos. É importante repensar papeis e atitudes para reconstruirmos um sindicato comprometido com uma Educação libertária e com uma sociedade mais justa e fraterna. Esse processo só será verdadeiro com a participação democrática e protagonista da categoria.

Neste dia do Professor, o Sinpro-Rio quer brindar à energia e à alegria que só a construção da luta solidária alimenta. Quer chamar todos os professores e professoras a construir um Sindicato Democrático, Transparente e Participativo. Quer celebrar o retorno do movimento combativo que transforma a entidade num sindicato vivo! Só juntos podemos avançar nas nossas conquistas!
Parabéns, Professora. Parabéns, Professor .
Nossas homenagens a todos!


A Diretoria do Sinpro-Rio

Professor o “Grande Artista”

Imagine uma tela em branco. Pense que nela deve ter algo a se pintar. Do que você precisa? Logicamente o que vem a cabeça primeiro é: Tinta, pincel, água a tela, o suporte? Você pode ter a melhor tela, o melhor pincel, e água cristalina, se você não tiver inspiração, uma idéia planejada de nada adianta os melhores recursos. Pode parecer que  estamos falando especificamente de um pintor, mas não, estou falando do Professor!

E por quê? Porque o professor é um grande artista, seja onde estiver, na educação infantil , seja no pós doutorado, o artista precisa estar inspirado, o artista precisa de grande idéias, o professor precisa estar motivado, e motivação não é apenas ter uma boa remuneração, motivação é acreditar que a sua tela será exposta, que  estará em grande vitrines com valores imensuráveis, e que a cada desenho, a cada quadro é uma vida nova, é um projeto novo.

O professor é aquele que cria e faz arte para vida, ele não quer os quadros para si , ele os faz para o mundo, uma bela obra de arte passa por um grande artista, seja aqueles que lecionam pintando seus quadros debaixo de árvores nos rincões do país, seja aquele que leciona no ar condicionado com recurso digitais, qual a semelhança entre os dois? A arte! O objetivo final, lecionar não é mais ensinar, o professor não é mais detentor exclusivo do conhecimento,  ele é um mediador,  ele debate conhecimento, o compartilha. O aluno passa na vida do professor, por que alunos são muitos, mas o professor artista jamais passa na vida de um aluno, ser artista não é ser mágico, não é  fazer gracinhas, vestir fantasias, ser artista é se fazer presente e importante  em mundo tão complicado, onde procuramos valores saudáveis, violento e não desistir da tela, no quadro pintado a mão, por último vem a assinatura do artista, muitas vezes passado despercebido, pouco lembrado,mas na mesma mão que assina o quadro,é a mesma que abra o livro, o diário o pincel e o giz.

Parabéns professores, sejamos protagonistas de nosso tempo, sejamos  o artista que dá sentido ao país e ao mundo, não vamos deixar que tempo nos vença, que o cansaço aposente o grande artista que forma, policiais, balconistas, advogados, motoristas, técnicos administrativos, assistentes sociais entre tantos outros profissionais,mas que também formam outros professores, para continuarem a missão de continuarmos colorindo a vida acreditando que um mundo melhor só é possível com a educação. Professor, confiamos em você, precisamos de você e muito obrigado por existir e dar sentido às nossas vidas, cor e vida em nossas telas,  muito obrigado. Dia 15 de outubro é o seu dia, recheado com tantos outros com tantas histórias.

Vítor Andrade
Professor de História
Diretor do SINPROEP-DF