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quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Brasil investe mais no ensino superior do que no básico

No Brasil, as instituições públicas de ensino superior gastam quatro vezes mais por aluno do que gasta no ensino fundamental por estudante. De acordo com o relatório Education at a Glance, divulgado no dia 9 pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), essa é a maior diferença de gasto entre níveis educacionais dentre todos os países do grupo. Os dados do relatório são de 2011.

O gasto por cada aluno da educação superior corresponde a 93% do Produto Interno Bruto (PIB) per capita brasileiro. O documento faz a ressalva de que entre, 1995 e 2011, o gasto por aluno na educação básica cresceu por volta de 128%, enquanto decresceu no nível superior.


O governo brasileiro gastou em educação 19% do total de seu gasto público, acima da média da OCDE, de 13%. Com isso, no ranking dos países, o Brasil é o quarto mais alto.  Segundo o relatório, o Brasil investe quase um terço em educação do que investem, na média, os países da OCDE;  O levantamento mostra também que, em relação ao PIB, o investimento brasileiro está acima da média desses países.


O gasto público total em educação representou 6,1% do PIB, e está também acima da média da OCDE de 5,6%, assim como acima de outros países latino-americanos como Chile (4,5%), México (5,2%), e Colômbia (4,5%). "De fato, o gasto com instituições educacionais tem aumentado em um ritmo mais acelerado que o PIB no período de 2000 a 2011", diz o relatório.


O ministro da Educação, Henrique Paim, comentou o resultado em coletiva de imprensa nesta terça-feira. "Temos tido uma evolução desse valor por aluno ao longo dos anos, temos feito um esforço para ampliar", disse. Segundo ele, em 2012 (os dados da pesquisa da OCDE são de 2011), o investimento em educação em relação ao PIB aumentou para 6,4%. Sobre a relação entre o financiamento do ensino superior e básico, ele diz que a diferença tem diminuído.


"A questão do financiamento é um dos elementos que determinam a qualidade. Tem outros elementos, como a formação dos professores, a complexidade da gestão do ensino fundamental e médio", acrescentou.


Fonte: Agência Brasil, em 9/9/2014.

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Educação do Rio é quarta colocada na avaliação do Ideb

A rede estadual de educação (Seeduc) do Rio obteve a quarta colocação do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), em avaliação nacional do Ministério da Educação nos últimos dois anos. Para o secretário de Educação, Wilson Risolia, o resultado pode ser avaliado positivamente, mesmo com a greve dos professores do ano passado, que durou mais de dois meses. Risolia anunciou no dia 8/9 a liberação de R$68 milhões para beneficiar aproximadamente 20 mil servidores de 402 unidades escolares.

A nota de 3,66 no ranking Ideb 2013/2014 foi divulgada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Apenas Goiás, com 3,8, e São Paulo e Rio Grande do Sul, tiveram  notas maiores que a do Rio de Janeiro. A meta da secretaria era ficar entre os cinco primeiros e, de acordo com Risolia, o resultado foi alcançado.


"Tivemos a terceira maior nota do Brasil. Era o que esperávamos. Evidente que a gente ficou feliz, porque isso é fruto de um trabalho coletivo muito duro. Os professores foram fantásticos. Eles apoiaram o projeto desde o começo. Sabíamos que não era uma meta simples para cumprir, mas fomos felizes no convencimento, principalmente neste último ano, quando fomos testados. Tínhamos consciência de que a meta era muito agressiva. Saímos de 26º para o quarto lugar”, comemorou o secretário.


A carência de professores ainda é evidente na educação estadual, mas, segundo Wilson Risolia, o trabalho coletivo conseguiu reduzi-la de 12 mil para 700 professores. 


Fonte: Agência Brasil, em 8/9/2014.

sábado, 13 de setembro de 2014

Seminário Internacional de Psicopolítica e Consciência

1º Seminário Internacional de Psicopolítica e Consciência: para superar a discriminação, uma realização do NETCCON.Núcleo de Estudos Transdisciplinares de Psicopolítica e Consciência-ECO.UFRJ, em parceria com o NUMARK-Núcleo de Marketing-ECO.UFRJ e a Universidad de La Frontera, Chile, vai acontecer no Instituto INFNET, nos dias 23 e 24 de Setembro, à Rua São José, 90/2º andar, Centro-Rio, das 14h às 22h.

Esta realização conta com o apoio do Instituto INFNET, d'O Instituto, da Casa Fluminense, da Agência 180º e do CONICYT-Comisión Nacional de Investigación Científica y Tecnológica-Ministerio de la Educación, Chile. A entrada é gratuita e quem participar dos dois dias receberá Certificado.

O Seminário vai aprofundar as investigações e intervenções a respeito de como os indivíduos e culturas são atingidos pela discriminação construída pela Mídia e pela Justiça em Conflitos Sociais e por Processos Eleitorais, e como eles emergem deste processo ou como sujeitos que subjugam outros ou como sujeitos emancipados e emancipadores, e que, assim, organizados em rede, mudam tal opinião sob formas de lutas não-violentas.

O Seminário inova tanto na maneira de tratar o tema quanto em sua forma, pois a cada duas horas de exposição o público-participante terá 1h30m para conversar entre si e com os expositores sobre os aspectos abordados.

Dentre os presentes ao Seminário estão, por exemplo, Michel Misse, do NECVU-IFCS.UFRJ, Carlos del Valle, da Universidad de la Frontera-Chile, Marcelo Serpa, do NUMARK, Afonso Celso Teixeira, do Sindicato dos Professores do Município do Rio de Janeiro, Evandro Vieira Ouriques, do NETCCON, Carlos Meijueiro, do Norte Comum, Frinéa Souza Brandão, da NeuroFocus, Victor Hugo Rodrigues, do Honório Gurgel Coletivo, Lorena Aja Eslava Eslava, da Universidad del Magdalena, Colômbia, Luck Gbcr, da Universal Zulu Nation-Brasil, Léo Lima, do Cafuné na Laje, Paula Mairán, Presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro, e Ratão Diniz, do Projeto Revelando os Brasis-MinC.

O Seminário reune pesquisadores associados ao NETCCON.ECO.UFRJ do Brasil, Chile e Colômbia -especialistas em análise crítica e superação da produção midiática e jurídico-judicial de discriminação em conflitos sociais, opinião pessoal, opinião pública, comunicação política eleitoral, não-violência e movimentos de mudança em rede- com especialistas não-acadêmicos e lideranças sociais e comunitárias também associados a este grupo de pesquisa e intervenção ou com ele relacionados.

O dia 23 será dedicado à Visões Compartilhadas, quando quatro especialistas apresentarão os fundamentos envolvidos no tema, e o dia 24 será dedicado por sua vez aos Territórios Compartilhados, quando treze especialistas acadêmicos e não-acadêmicos e lideranças sociais (coletivos e redes) tratarão das conexões entre suas áreas de atuação e o tema do Seminário, sendo que em alguns casos eles já estão aplicando a perspectiva psicopolítica da teoria social em seus territórios.

Os Convidados

Os especialistas acadêmicos são: Michel Misse, Coordenador do Núcleo de Estudos da Cidadania, Conflito e Violência Urbana-IFCS.UFRJ, um dos maiores especialistas na área; Carlos del Valle Rojas, Decano de Educação, Ciências Sociais e Humanidades da Universidad de La Frontera, Chile, especialista-chave no conflito entre o Estado nacional chileno e o Povo Mapuche; Marcelo Serpa, especialista em comunicação política eleitoral, e que fez as duas campanhas presidenciais de Hugo Chavéz; Claudio Rabelo, da Universidade Federal de Santa Maria; Lorena Aja Eslava, Diretora do Programa de Antropologia da Universidad del Magdalena, e Eduardo Forero, do mesmo Programa da UM, especialistas na superação da discriminação contra os povos ancestrais da Sierra Nevada de Santa Marta, Colômbia; Maria Isabel Noreña, da UNIMINUTO, Colômbia, especialista em sistemas ancestrais e novas tecnologias; e Evandro Vieira Ouriques, coordenador do NETCCON, coordenador-geral do Seminário e criador da perspectiva psicopolítica da teoria social;

Os especialistas não-acadêmicos e lideranças da sociedade civil são Afonso Celso Teixeira, vice-presidente do Sindicato dos Professores do Município do Rio de Janeiro e Região; Frinéa Souza Brandão Brandão, diretora da NeuroFocus Psicoterapias; Evandro Rocha, pedagogo comunitário; Carlos Meijueiro, do Coletivo Norte Comum; Ratao Diniz Diniz, do Imagens do Povo, Coletivo Favela em Foco e Projeto Revelando os Brasis-MinC; Léo Lima, do Cafuné da Laje; Anápuáka Muniz TupinambáTupinambá Hãhãhãe, Coordenador Rede de Cultura Digital Indígena; Luck Gbcr, da Universal Zulu Nation, Brasil; e Victor Hugo Rodrigues, do Honório Coletivo, que é também o produtor e assistente da coordenação do 1º Seminário Internacional de Psicopolítica e Consciência: para superar a discriminação.

O Programa

23 de Setembro de 2014
VISÕES COMPARTILHADAS

14h - Abertura
Evandro Vieira Ouriques, Coordenador do NETCCON.ECO.UFRJ, e Marcelo Serpa, Coordenador do NUMARK.ECO.UFRJ -Coordenadores do Seminário- Representante do INFNET, e Samuel Ossa, Consul-Geral do Chile.

14h30m às 16h30m
1a. Sessão

- Sujeição criminal: Quando o crime constitui o ser do sujeito
Michel Misse
Coordenador do Núcleo de Estudos de Cidadania, Conflito e Violência Urbana-IFCS-UFRJ

- Argumentaciones discriminatorias en las sentencias penales de imputados mapuches en los tribunales de la región de La Araucanía, Chile: Crítica a la 'certeza moral' como razonamiento hegemónico
Carlos Felimer Del Valle Rojas
Decano de Educación, Ciencias Sociales y Humanidades, Universidad de La Frontera, Temuco, Chile

16h30m às 18h
1h30m de Interação Público e Expositores

18h às 18h30m
Confraternização

18h30 às 20h30m
2a. Sessão

- Opinião Pessoal e Opinião Pública
Marcelo Serpa
Coordenador do NUMARK-Núcleo de Marketing-ECO-UFRJ

- Psicopolítica e Consciência: para superar a discriminação
Evandro Vieira Ouriques
Coordenador do NETCCON-Núcleo de Estudos Transdisciplinares de Comunicação e Consciência-ECO-UFRJ

20h30m às 22h
1h30m de Interação Público e Expositores

24 de Setembro de 2014
TERRITÓRIOS COMPARTILHADOS

14h às 16h
1a. Sessão
Mediação: Casa Fluminense

- Temos o dever moral de desobedecer a estados mentais violentos
Evandro Rocha
Pedagogo Comunitário, Amparo, Nova Friburgo

- Yuluka y Zhigonezhi: principios del pensamiento indigena para la resilencia
Lorena Aja Eslava
Diretora do Programa de Antropologia, Universidad del Magdalena, Colombia

- Tecnologias da sociabilidade contemporânea e formação da opinião
Claudio Cláudio Rabelo
Universidade Federal de Santa Maria

- Pueblo Misak, del destierro a la resistencia: emergencia de lo ancestral en el mundo contemporáneo
Maria Isabel Noreña
Universidad Minuto de Dios, Colombia

- Fortalecer imagens interiores
Ratão Diniz
Imagens do Povo, Coletivo Favela em Foco e Projeto Revelando os Brasis-MinC

- O jornalista precisa conhecer a própria identidade do que é ser jornalista para cumprir seu papel na sociedade
Paula Máiran
Presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro

- Reich, Acontecimentos Sociais e Processos Psíquicos
Frinéa Souza Brandão
Diretora da NeuroFocus Psicoterapias

16h às 17h30m
1h30m de Interação Público e Expositores

17h30m às 18h
Confraternização

18h às 20h15m
2a. Sessão
Mediação: George A. de Araujo

- Lembrar da luta de meus ancestrais me faz forte no respeito ao outro e no encontro do que nos une
Anapuaka Tupinambá Hãhãhãe
Coordenador da Radio Yandê, do Grupo Raízes Históricas Indígenas e da Rede de Cultura Digital Indígena

- Emancipação no Hip Hop, a questão do Quinto Elemento
Luck Gbcr
Universal Zulu Nation, Brasil

- Valores ancestrales en la resiliencia de liderazgos en el Caribe colombiano
Eduardo Forero
Programa de Antropologia, Universidad del Magdalena, Colombia

- Reconhecendo Potências Emancipadoras
Victor Hugo Rodrigues
Honório Gurgel Coletivo

- Autorrepresentação e Protagonismo: a experiência do Cafuné na Laje
Léo Lima
Cafuné na Laje

- Produção de encontros na zona norte do rio: ser o que eu quero pro mundo
Carlos Meijueiro
Norte Comum

- Proteger-me de mim mesmo para ser fiel ao que me fez ser dirigente sindical
Afonso Celso Teixeira
1º Vice-Presidente do Sindicato de Professores do Município do Rio de Janeiro e Região

20h15m às 21h45m
1h30m de Interação Público e Expositores

21h45m - 22h
Conclusões e Futuro


A Coordenação-geral do Seminário é de Evandro Vieira Ouriques, e a Produção e Assistência de Coordenação é de Victor Hugo Rodrigues.


Prof. Dr. Evandro Vieira Ouriques
Coordenador, NETCCON.ECO.UFRJ
Núcleo de Estudos Transdiciplinares de Psicopolítica e Consciência
Supervisor de Pesquisas de Pós-Doutorado, PACC.FCC.UFRJ
Programa Avançado de Cultura Contemporânea
Vice-Coordenador do GT Comunicación y Estudios Socioculturales, ALAIC                                                
Asociación Latinoamericana de Investigadores de la Comunicación   
Acadêmico Correspondente da AGLP
Academia Galega da Língua Portuguesa                             
http://www.evandrovieiraouriques.com.br
http://www.pacc.ufrj.br/pos-doutorado/equipe-2/
http://ufrj.academia.edu/EvandroVieiraOuriques
@EvandroOuriques
skype: evandrovieiraouriques

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Práticas adotadas por escolas públicas melhoram indicadores educacionais

Identificar os pontos fracos na aprendizagem dos alunos, traçar metas claras para superá-los e aprimorar a gestão são algumas das boas práticas adotadas por 215 escolas públicas que atendem a alunos de baixa renda familiar e que conseguiram melhorar indicadores educacionais entre 2007 e 2011. As práticas comuns a essas instituições e que têm permitido avanços foram identificadas pela pesquisa Excelência com Equidade, produzida pela Fundação Lemann em parceria com o Itaú BBA.

Os anos iniciais do ensino fundamental do (1º ao 5º) foram o foco da pesquisa. A análise teve como base um universo de cerca de 15 mil escolas com estudantes de baixo nível socioeconômico e chegou a essas 215 instituições que apresentaram evolução no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) de 2007 a 2011. Elas apresentaram resultado satisfatório na Prova Brasil 2011, com pelo menos 70% dos alunos com nível adequado em matemática e em língua portuguesa.


A partir daí, essas escolas foram comparadas a outras de nível socioeconômico e contexto similares que tiveram desempenho semelhante no Ideb em 2007, mas não atingiram o mesmo avanço nos indicadores educacionais em 2011. No estudo qualitativo da pesquisa, buscou-se identificar as práticas e estratégias comuns das escolas que passaram pelos critérios, enquanto o estudo quantitativo procurou mapear as características dessas 215 unidades que podem explicar o sucesso e as ações que conseguiram implementar.


Os pesquisadores constataram que um dos diferenciais é que essas instituições monitoram as deficiências e os avanços dos indicadores educacionais e fazem avaliações constantes do desempenho dos alunos e profissionais da educação. Identificados os pontos a melhorar, são traçadas metas claras, com a participação dos educadores, e planejadas as estratégias para alcançá-las. O apoio e a participação efetiva das secretarias de Educação, sejam municipais ou estaduais, são apontados pela pesquisa como fundamentais em todo o processo.


Ao longo de todo o ano, professores, coordenadores e diretores são capazes de identificar os conteúdos que cada aluno domina e aqueles em que ainda precisa melhorar. “A vantagem desse modelo focado no aprendizado é que a escola é capaz de interferir assim que identifica um problema de aprendizagem, impedindo que os alunos fiquem para trás. O que os alunos estão ou não aprendendo é a base para a formação continuada dos professores, o reforço escolar”, registra o texto.


Em algumas escolas, o estudo identificou o pagamento de bônus a professores e a outros profissionais que conseguem cumprir as metas estabelecidas. Um maior montante de recursos disponíveis e a gestão eficiente com foco na aprendizagem estão entre os fatores apontados como determinantes. Outro aspecto que se verifica é a baixa ocorrência de problemas como insuficiência de professores, de pessoal administrativo e recursos pedagógicos.


“As condições, seja de infraestrutura, de cumprimento do currículo, são melhores nessas escolas do que nas demais com alunos de baixo nível socioeconômico. Nossa interpretação é que elas conseguem mais recursos do PAR [Plano de Ações Articuladas] por programas de adesão do governo federal e de algum tipo de articulação com os estados”, disse o coordenador de projetos da Fundação Lemann, Ernesto Martins Faria.


O cuidado com questões como segurança, organização e limpeza também estão relacionadas ao avanço no aprendizado, mostrou a pesquisa. Outro diferencial é a preocupação de diretores e professores em manter a disciplina, rotinas organizadas e assegurar a frequência e a pontualidade dos estudantes. Atividades extracurriculares, como prática de esportes e festas e apresentações estudantis, também aparecem como fatores que contribuíram.


A Escola Municipal Santa Maria Goretti, de Goiandira (GO), é uma das que integram a pesquisa. A diretora Zilah Vaz aponta a adoção do turno integral como fundamental para o bom rendimento dos alunos. No contraturno, cerca de 150 dos 300 alunos da escola têm aulas de reforço de matemática e português e atividades esportivas. 

Ela conta que os recurso de programas federais, como o Mais Educação e o Mais Cultura, contribuem para ampliar as atividades.

Há ainda ações complementares, como palestras sobre educação ambiental e educação no trânsito. Algumas das atividades extras são decididas com a participação do conselho escolar, que tem pais de estudantes entre os integrantes.


Zilah Vaz destaca ainda o interesse dos professores. “Em sua maioria, são engajados, bem interessados em aprender mais e aplicar os conhecimentos. A coordenação pedagógica tem atuado no sentido de orientar sempre os professores”, explica.


Fonte: Agência Brasil, 4/9/2014.

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Colégio deve indenizar coordenadora dispensada por motivo religioso

Por considerar que houve discriminação de cunho religioso no ato de dispensa de uma coordenadora educacional, a Primeira Turma do Tribunal Regional do Trabalho (TRT-10) manteve sentença que condenou o Colégio Notre Dame de Brasília a pagar indenização por danos morais no valor de R$ 15 mil à trabalhadora.

A coordenadora ajuizou reclamação trabalhista após ser dispensada, sem justa causa, em julho de 2013. Ela afirmou que sua dispensa foi motivada por ato discriminatório decorrente de boato difundido por uma colega de trabalho que teria lhe atribuído a condição de macumbeira e mãe de santo. Já a escola sustentou que o motivo da dispensa seria o desempenho profissional da coordenadora.

A ação foi distribuída à 16ª Vara do Trabalho de Brasília. Após ouvir os depoimentos das testemunhas, o juiz Luiz Fausto Marinho de Medeiros considerou caracterizada a discriminação. Segundo ele, ao alegar que a motivação da rescisão contratual teve por fundamento o desempenho profissional da obreira, o empregador “atraiu para si o encargo de comprová-la, por se tratar de fato modificativo do direito postulado”. Mas, segundo o magistrado, o colégio não se desincumbiu de comprovar o fundamento da dispensa.

O Colégio Notre Dame recorreu ao TRT-10, e os desembargadores da 1ª Turma decidiram manter a condenação. “Evidenciado nos autos que a conduta da reclamada representou prática discriminatória em face da opção religiosa da empregada, configurando-se em abuso do poder potestativo do empregador, emerge daí o ato ilícito, com repercussão na esfera moral do empregado, passível de reparação. Correta, portanto, a sentença a quo, que fica mantida por seus próprios fundamentos”, explicou em seu voto a desembargadora Maria Regina Machado Guimarães, relatora do caso.

Com, esse fundamento, por unanimidade, a Turma manteve a sentença que condenou o colégio ao pagamento de indenização no valor de R$ 15 mil à coordenadora.


Fonte: Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região Distrito Federal e Tocantins.

terça-feira, 9 de setembro de 2014

Os ricos da universidade

No Brasil, o filho do rico estuda na universidade pública, e o do pobre vai para a particular. Este é provavelmente um dos clichês mais repetidos em conversas sobre o perfil dos estudantes no ensino superior no país, mas basta olhar as estatísticas do IBGE para derrubá-lo.
A renda média por pessoa no domicílio de um universitário em instituição pública no Brasil é de R$ 1.189, segundo tabulações feitas pela coluna na Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) de 2012, a última disponível. Entre os alunos de instituições particulares de ensino superior, esse valor chega a R$ 1.332, ou 12% a mais. Essa diferença não é nova — um dos primeiros especialistas a identificar o quadro foi o sociólogo Simon Schwartzman — e já foi maior. Em 2001, corrigindo valores pela inflação do período, um aluno do ensino superior privado tinha renda média per capita em sua casa de R$ 1.672, ou 33% a mais do que o verificado entre universitários de instituições públicas (R$ 1.259).
Na comparação entre 2001 e 2012, é possível identificar que, apesar de ainda ter um perfil de universitário com renda um pouco superior ao das públicas, foi no setor particular em que houve maior queda na renda média de seus alunos, provavelmente por efeito do ingresso de alunos mais pobres com bolsas do ProUni e crédito estudantil.
Se é falso afirmar que os alunos da rede pública são mais elitizados que os da particular, por outro lado, pode-se dizer que é o curso — e não a instituição — o que mais diferencia ricos e pobres em seu ingresso no ensino superior. A constatação disso pode ser feita a partir do questionário do Enade, exame aplicado pelo MEC em universitários de todo o país. No curso de licenciatura em Letras, por exemplo, apenas 22% dos estudantes do setor privado informaram ter renda familiar superior a seis salários mínimos, percentual muito parecido ao verificado no setor público para o mesmo curso: 17%. Já entre os alunos de Engenharia, o percentual de mais ricos pelo mesmo critério chega a 63% no setor privado e 58% no público. Ou seja, alunos de Engenharia, não importa onde estudem, têm renda média muito superior ao dos que frequentam Letras.
Por fim, pela Pnad, mesmo considerando que os dados de renda tendem a ser subestimados nesse tipo de pesquisa, é possível calcular um dado que sempre se apresenta em discussões sobre financiamento do ensino superior: quantos no setor público poderiam pagar? Se fossem aplicados os critérios do ProUni para alunos da rede federal, 52% receberiam bolsas integrais, ou seja, estudariam de graça. Outros 28%, por ter renda familiar entre 1,5 e 3 salários mínimos per capita, seriam elegíveis a bolsas de 50%. Por fim, 20% dos alunos da rede federal, aqueles com renda familiar superior a 3 salários mínimos per capita, não receberiam bolsa nenhuma do governo.
Numa conta simples, supondo que apenas esses 20% de alunos mais ricos (194 mil no total) pagassem algo como R$ 1.000 por mês (pouco para cursos que concentram os mais ricos como Medicina, Engenharia, Odontologia...), as universidades federais arrecadariam num ano cerca de R$ 2,3 bilhões. Não resolve os problemas de financiamento do setor, visto que o MEC gastou em 2012 R$ 26 bilhões para manter sua rede federal de educação superior, mas seriam recursos que, se bem utilizados, poderiam melhorar as condições de ensino para aqueles que mais precisam.
Fonte: O Globo, em 0/9/2014.

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Veículos de comunicação popular do Rio discutem pouco o racismo

A organização não governamental Observatório de Favelas divulgou (28/8), no Centro de Artes da Maré, na zona norte do Rio de Janeiro, a pesquisa Direito à Comunicação e Justiça Racial, que mapeou 118 veículos de comunicação alternativa, comunitária ou popular, nos dois últimos anos. Do total, 70 responderam a um formulário no qual, além das caraterísticas gerais dos veículos, informaram como entendiam a comunicação articulada com o enfrentamento ao racismo. Foram mapeados também 30 entidades e coletivos com algum tipo de atuação relacionada à questão racial. Dentre eles, 22 responderam ao questionário, e 17 deles foram priorizados por terem ação direta nas articulações entre racismo, direito e gênero.
 
Segundo Raika Julie Moisés, que participou do trabalho, na comparação com o levantamento Mídia e Favela, produzido pelo Observatório, em 2011, para avaliar como as favelas eram representadas nos veículos impressos da grande imprensa, houve redução no número de representantes do setor. “Dos 73 veículos que a gente tinha, 24 desapareceram, e alguns não desapareceram, mas criaram outro formato, migraram para a internet, mudaram a periodicidade ou o alcance reduziu muito. É um número expressivo. A gente tem que discutir a democratização dos meios e a sustentabilidade”, explicou.


Na avaliação de Raika, a sustentabilidade representa grande desafio para os veículos de comunicação. Ela informou que somente 19 iniciativas têm algum tipo de financiamento. “Muitos veículos, como jornais impressos, informaram que não têm regularidade de edição nem o alcance esperado, porque não têm dinheiro”, segundo ela.


Para o diretor de Comunicação do Observatório das Favelas, Eduardo Alves, a sociedade precisa começar também a se interessar por financiar veículos alternativos de mídia, que não devem ficar restritos ao financiamento público ou da iniciativa privada. “Não tem nenhum instrumento de política pública na sociedade que incentive as pessoas a investir nisso, nem desconto de Imposto de Renda. Instrumento elementar, que seria o cara poder declarar no Imposto de Renda dele; nem isso existe no Estado brasileiro; a gente precisa conquistar isso como política pública. Tem que ter alguma forma para a gente convencer as pessoas que o que a gente faz é importante e, portanto, nossa contribuição para isso é fundamental, e não só a contribuição do Estado e da propriedade privada ”, destacou.


A pesquisa aponta também que aumentou a participação das mulheres na comunicação alternativa, e muitas delas são negras. Mas, segundo Raika, dos veículos pesquisados apenas três informaram que têm a questão racial como foco principal da cobertura. Na temática racial o tema da violência se destaca, seguida de gênero e democratização da mídia. “Violência ainda é o ponto que mais chama a atenção quando se fala em raça”, contou.


Raquel Willadino Braga, que coordenou a pesquisa, disse que o debate sobre racismo é fundamental, porque coloca, de forma significativa, a relação entre a violência simbólica e a violência física. “Para fazer frente a esse processo, para pensar a construção de um projeto pleno de direitos para todos, é imprescindível pensar a cidade como lugar de encontro das diferenças e a valorização da vida como princípio fundamental. Além disso, outro movimento importante para nós é situar os espaços populares no centro de uma agenda política voltada para a superação das desigualdades e conectar essa agenda com proposições que nos permitam avançar no enfrentamento das desigualdades racial e de gênero. Aí a gente entende que a comunicação tem um papel absolutamente estratégico”, analisou.


De acordo com ela, o principal desafio da pesquisa era articular o potencial dos veículos de comunicação comunitária com ações voltadas para o enfrentamento do racismo. “O que marca este projeto é o esforço de conectar o debate sobre o direito à comunicação com políticas que contribuam efetivamente para a igualdade racial”, informou.


O professor do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro e coordenador do Laboratório de Análises Econômicas, Históricas, Sociais e Estatísticas das Relações Raciais, Marcelo Paixão, lembrou que em um momento de campanha eleitoral, na Maré, por exemplo, as propagandas políticas de uma forma geral não refletem pessoas da comunidade. “Passando aqui na Maré a gente pergunta quais são os candidatos da comunidade? Os rostos que disputam na campanha eleitoral são todos de fora. O acesso ao poder político é quase um monopólio de um determinado grupo da população, e quem vai padecer do problema não é a população negra, mas a democracia do país como um todo”, apontou, ao participar de debate sobre racismo no lançamento da pesquisa.


Sueli Carneiro, do portal Geledés, disse que a pesquisa confirma a necessidade de financiamento para esse tipo de comunicação. Ela acrescentou que é recente o crescimento de editais para levantamento de recursos que garantam a sustentabilidade dos veículos. “Começam a emergir linhas de financiamento de editais próprios para este campo, mas ainda aquém da magnitude do desafio que está posto, quando se compara a desigualdade do enfrentamento que se tem que fazer com uma mídia hegemônica”, disse.


O cineasta Joel Zito analisou a questão do racismo nos meios de comunicação, no cinema e na propaganda. Ele disse que ainda hoje é baixa a participação de negros em papéis de destaque. Sobre a pesquisa, Joel Zito disse que ficou surpreendido positivamente com o número maior de mulheres negras trabalhando no segmento, mas destacou que apesar de os veículos trabalharem em regiões de renda mais baixa, a discussão do racismo ainda não é uma questão central. “Pra mim, isso não foi uma surpresa. Era o que eu achava que acontecia”, completou.


Fonte: Agência Brasil, em 28/9/2014.

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Pesquisa 'Este Jovem Brasileiro' revela os comportamentos e os impactos do uso da Internet

Mais de quatro mil alunos, de 36 escolas particulares, em 14 estados participaram do projeto, que também envolveu mais de 300 pais e cerca de 60 professores; os resultados indicam que jovens que têm problemas em casa e na escola, enfrentam mais dificuldades emocionais e usam álcool, cigarro ou drogas com mais frequência e também são mais vulneráveis a enfrentar problemas no uso da Internet
Este Jovem Brasileiro  2014
•       Mais de 90% começaram a acessar as redes sociais com 12 anos ou menos, e 86% admitem já ter mentido a idade para poder acessar alguma dessas redes;
•       Quase 95% acessam a Internet todos os dias ou quase todos os dias e 85% usam a Internet por duas horas ou mais;
•       Só 33% dizem ter problemas com os pais pelo exagero no uso, enquanto 80% dos pais dizem ter problemas com os filhos em função do tempo de conexão.
•       63% concordam que é mais fácil esconder dos pais aquilo que acessam pelo tablet ou celular;
•       22% dos jovens já ficaram, 11% já namoraram e 5% já fizeram sexo com pessoas que conheceram pela Internet; pouco mais de 1% dos pais sabem, embora sejam contra esse comportamento.
•       23% já foram vítimas de insulto ou violência pela Internet, 16% já enfrentaram algum tipo de preconceito e 36% já ficaram tristes por problemas vividos na rede;
•       72,5% já mentiram na Internet e 37% já agiram de modo agressivo ou ofensivo com alguém;
Como os jovens brasileiros estão usando a Internet, quais os impactos em sua vida?  Embora a maioria tenha uma convivência saudável com a rede, muitos já derraparam em um momento ou outro e se expuseram a riscos, e tanto para os jovens, como para os seus pais e professores, está claro que o uso da internet vai exigir cada vez mais conversa e reflexão.  Estas são algumas conclusões da pesquisa realizada pelo Portal Educacional (www.educacional.com.br) na edição 2014 do projeto "Este Jovem Brasileiro", desenvolvido em parceria com o psiquiatra Jairo Bouer com o objetivo de conhecer o comportamento dos jovens e refletir, junto com eles, com a comunidade escolar e com os pais, sobre assuntos cruciais para a vida deles.

Este ano, mais de 4 mil estudantes, 95% deles com idade entre 13 e 16 anos, de 36 escolas particulares em 14 Estados do país participaram da pesquisa. Além dos estudantes, mais de 300 pais e cerca de 60 professores também responderam às perguntas e contribuiram para um quadro mais completo.

Uma das constatações é que jovens que têm mais problemas na vida em geral também são mais vulneráveis a enfrentar problemas no uso da Internet – nas pesquisas anteriores sobre sexo, álcool, drogas, violência, jovens com este perfil também revelaram ser mais sujeitos a problemas e riscos.

“Esses jovens reúnem elementos de dificuldades emocionais e familiares, questões de autoestima, oscilações emocionais, avaliação inadequada de diversas situações que os coloca mais em risco. Por isso, merecem cuidados redobrados para que possam reverter essas posições”, comenta Bouer.

No entanto, ele ressalta que não só esses grupos correm riscos. “Vimos que boa parte dos alunos, em muitas situações, já vacilaram e  se expuseram a situações que poderiam ter trazido consequências às vezes até sérias para a sua vida. O uso da Internet é fundamental na vida de todos nós, mas tem que ser feito com atenção, precaução e cuidados. Resumindo, para os jovens, para os seus pais e para os professores, o mundo da internet é um espaço que vai exigir cada vez mais conversa e reflexão”, afirma Jairo.

Hoje, de acordo com a pesquisa a internet é apenas a quarta preocupação dois pais em relação aos filhos, vindo depois de dificuldades emocionais, violência e rendimento na escola, mas à frente de questões, como drogas, cigarro, álcool e sexualidade. Já entre os professores que responderam ao questionário da pesquisa, o uso da Internet é a terceira maior preocupação em relação aos seus alunos, sendo precedido do rendimento na escola e de dificuldades emocionais. O projeto “Este Jovem Brasileiro” é realizado anualmente pelo Portal Educacional.

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Fonte: Positivo Informática
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segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Escola não pode negar matrícula a criança que faz seis anos no 2º semestre

O acesso de crianças à educação deve ser avaliado conforme a capacidade individual, sem adotar a idade cronológica como único critério. A tese foi usada pela Câmara Especial do Tribunal de Justiça de São Paulo para determinar que escolas da rede pública e privada aceitem a matrícula no ensino fundamental de menores que fazem seis anos em qualquer período do ano.

A decisão, proferida em abril, foi divulgada na segunda-feira (25/8) pelo Ministério Público paulista e vale para todo o estado. Os desembargadores mantiveram sentença que aceitou pedido apresentado pela Promotoria da Infância e da Juventude de Atibaia (SP) contra regras implantadas no município. Adotava-se até então norma que só permitia a matrícula no primeiro ano da rede estadual quando a criança fazia aniversário até 30 de junho. Nas escolas municipais, a data limite era 28 de fevereiro.


Ao apresentar a Ação Civil Pública em 2012, o MP alegou que “essa regra desrespeita normas constitucionais, especialmente a individualidade do aluno, seu direito à igualdade material e à progressão no sistema de ensino conforme a capacidade individual, além de impor artificiais e genéricos cortes etários”.


Já a Fazenda estadual alegou que a adoção de idade mínima não foi definida de forma aleatória, “e sim estipulada com base em estudos científicos longamente discutidos por educadores, psicólogos e pedagogos”. Disse ainda que a norma segue Deliberação 73/2008, do Conselho Estadual de Educação, e pareceres da Câmara de Educação Básica e do Conselho Nacional de Educação. Para o município, a interferência do Judiciário no assunto violaria a separação dos poderes.


O relator do caso, desembargador Carlos Dias Mota, afirmou que não faz sentido impedir um estudante de cursar o primeiro ano apenas por fazer aniversário dias depois da data estipulada. “Obrigar a criança a retardar os estudos ou a cursar novamente a mesma série poderia trazer-lhe desmotivação e prejuízo emocional”, afirmou. Ele apontou decisão semelhante adotada pelo Superior Tribunal de Justiça, em 2007, ao julgar o Recurso Especial 753.565.


Caso uma criança não consiga acompanhar o restante da classe por falta de maturidade, deverá passar por avaliação pedagógica se houver solicitação. O chamado “corte etário” também é alvo de questionamento no Supremo Tribunal Federal (ADPF 292).


Fonte: Site da Conjur, em 25/8/2014.

sábado, 30 de agosto de 2014

Por que os brasileiros desconhecem as realizações do Governo Dilma?

Pesquisa realizada pelo Laboratório de Mídia da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), no projeto batizado como “Manchetômetro”, comprova que, em 2014, o Jornal Nacional da TV Globo, o principal do país, exibiu 9 horas, 19 minutos e 37 segundos de notícias desfavoráveis ao governo federal. Já as positivas ocuparam um espaço de apenas 29 minutos e 40 segundos. A pesquisa considerou toda as notícias exibidas este ano. Como é atualizada diariamente, os dados contidos nesta matéria englobam até o noticiário da sexta (22/8).

A pesquisa classifica também as notícias negativas por partido: o PSB de Marina Silva teve 1h 12m e 12 S de noticiário neutro, o PSDB de Aécio Neves foi retrato em 1h 25m e 31s de notícias neutras, 1 h 19m e 18s de notícias contrárias e 8m de favoráveis. Já o PT de Dilma Rousseff contou com 1h 9m e 13s de neutras, 55s de favoráveis e 3h 25m e 5 s de negativas. Em relação aos candidatos, o estudo aponta que o JN exibiu 1h, 25m e 30s de notícias negativas sobre a presidente, e apenas 3m e 35s de notícias favoráveis.

A proporção muda significativamente quando o candidato em questão é Aécio Neves. Foram 5m e 35s de notícias desfavoráveis a ele, contra 7m e 45s de favoráveis. No restante da imprensa monopolista, não é diferente. Outra pesquisa realizada pelo mesmo instituto mostra que, durante todo o ano, as manchetes dos três principais jornais do país (O Globo, Folha de S. Paulo e O Estado de S. Paulo) são visivelmente contrárias ao governo da presidenta Dilma: 48 negativas contra 8 positivas. Os candidato Aécio Neves (PSDB) teve 6 favoráveis e 3 contrárias, uma proporção bastante diferente. O então candidato Eduardo Campos, do PSB, morte recentemente em acidente aéreo, tal como o tucano, teve 6 favoráveis e 3 contrárias. O PT foi retratado em 56 manchetes negativas e apenas uma única positiva.

Preconceito contra a atividade política e crítica à economia

As pesquisas da UERJ revelam também o preconceito exacerbado da mídia contra a atividade política e a crítica permanente ao modelo econômico adotado pela presidenta para enfrentar a crise econômica mundial, sem prejudicar os mais pobres. Nos três principais jornais do país, foram 136 manchetes negativas acerca da atividade política, contra apenas duas positivas. Em relação à economia, o Brasil do pleno emprego e da inflação controlada dentro da meta foi retratado em 118 desfavoráveis e apenas 5 positivas. No Jornal Nacional, foram 15h, 58m e 5s de notícias contrárias à atividade política e apenas 1h, 21m e 10s de favoráveis. Em relação à economia, 3h, 5m e 2s de noticiário negativo, contra 18m e 40s de positivo.


Fonte: Carta Maior, em 23/8/2014.