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sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Elerj discute acesso a Educação Superior

A Escola do Legislativo do Estado do Rio de Janeiro (Elerj) vai realizar um debate sobre a situação atual do acesso às universidades em todo o país, nesta terça-feira (4/11), a partir das 18h, no auditório na Rua da Alfândega, 8, 7º andar, no Centro da capital. O evento será mediado pelo deputado e coordenador da escola, Gilberto Palmares (PT), e contará com a participação de integrantes do Centro de Ciências e Educação Superior a Distância do Rio de Janeiro (Cecierj). Entre os convidados estão a diretora de Pré-Vestibular Social, Celina Costa, e a diretora de Tutoria, Vânia Teixeira; além de componentes do Grupo de Suporte à Orientação Acadêmica da fundação.

Serão discutidas questões frequentemente relacionadas ao ingresso no ensino superior, como os aspectos socioeconômicos e culturais dos candidatos, com destaque para a renda familiar; a possibilidade de dedicação exclusiva aos estudos e de frequentar cursos preparatórios e o nível de escolaridade dos pais. Para  participar, é preciso se inscrever até a próxima segunda-feira (3/11), pelo e-mail escola.cultural@alerj.rj.gov.br ou pelo telefone (21) 2588-1373, das 10h às 17h. O evento é gratuito.

No site www.alerj.rj.gov.br/elerj é possível conhecer outras atividades do Ciclo de Debates da Escola do Legislativo, que, desde 2011, promove discussões sobre assuntos de interesse dos mandatos e da população do estado.


Fonte: Subdiretoria-geral de Comunicação Social da Alerj.

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Mesada é ferramenta essencial na alfabetização financeira infantil

O começo da educação financeira se dá nas pequenas ações diárias de cada família. Para isso, os pais precisam ensinar seus filhos, desde pequenos, a terem responsabilidade com o dinheiro. A melhor forma de ensinar como essa relação funciona é com a mesada, pois com ela os pequenos aprendem alguns dos conceitos mais básicos das finanças: ganhar, poupar e escolher os gastos.

A dúvida recai, então, sobre qual idade começar com a mesada e como estipular o valor ideal. Consultor financeiro e CEO do primeiro facilitador para aquisição de serviços on-line, MoneyGuru, Stanlei Bellan apoia o aprendizado em finanças pessoais desde cedo. “Nunca é cedo demais para ensinar sobre questões financeiras e, é claro, dê o exemplo em casa e tudo será mais fácil. Vale lembrar que a mesada não é dinheiro para necessidades e deve ser paga pontualmente para deixar claro o caráter de responsabilidade sobre os pagamentos prometidos”, explica Stanlei.


Premiar a criança por tarefas que são obrigações como fazer a lição de casa não é o caminho ideal. “Boa educação a criança tem que ter independentemente de recompensa”, afirma o consultor financeiro. Ensinar os filhos a guardar um pouco do valor recebido para realizar sonhos maiores com o acúmulo do dinheiro também é importante.


Já o valor depende da condição social da família e da idade da criança. O ideal é sobrar um pouco, como 10% ou 15% do valor total. Stanlei dá um exemplo simples: “Se a criança gasta R$ 30,00 no lanche semanal da escola, a mesada ideal seria entre R$ 132,00 e R$ 138,00”. Confira abaixo dicas para lidar com a mesada em cada fase de idade:


Idade Método/Situação

De 3 a 6 anos
A familiaridade com as finanças acontece quando a criança começa a encaixar objetos. Ajudá-la a colocar uma moeda em um cofrinho já é o início do conceito de poupança. Quando começar a aprender sobre animais, as notas podem ser inseridas no aprendizado. O melhor nessa fase é estipular um valor com o qual a criança possa comprar uma guloseima ou um livro; é mais o conceito do que o valor. É importante falar que o dinheiro vem do trabalho e há limites para os gastos.
 

De 7 a 12 anos
Com essa idade a criança já está aprendendo a somar e a diminuir, e os mais velhos já sabem calcular troco. O ciclo é mais curto e é possível verificar quanto sobrou no final da semana. Pode, então, ser introduzida a “semanada”. Fique atento e ensine as crianças a decidir qual será a finalidade do dinheiro e como ele será controlado até a próxima mesada.
 

De 13 a 15 anos
Já na fase da adolescência, a semanada deve ser trocada pela mesada, pois já é um treino para a vida de adulto. Se acabar o dinheiro, é importante que os pais não complementem. Se a falta for frequente, deve-se rever o valor que pode ser um pouco maior do que os gastos com lanches e cinemas.



Para saber mais sobre finanças pessoais, carreiras e comparar serviços on-line acesse o site www.moneyguru.com.br.

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Eleições-2014: O fim do mito da isenção jornalística*

Assumir posição político-partidária contraria um princípio básico da deontologia jornalística, a imparcialidade, a qual mostra-se, empiríca e efetivamente, apenas um mito, como se percebeu na atuação dos meios de comunicação nestas eleições presidenciais. Para os mais atentos, é nítido como a cobertura política feita por quase toda a chamada grande imprensa durante os governos do Partido dos Trabalhadores e, sobretudo, no pleito deste ano, tem sido contaminada por interesses do oligopólio que controla a comunicação em massa brasileira.

Nenhuma surpresa para quem conhece a chamada mídia por dentro. Sim, porque, uma nação mais de 200 milhões de habitantes é informada (e deformada) há décadas por veículos pertencentes a apenas cinco ou seis famílias, dependendo do momento histórico, as quais, tentam "decidir pelo povo" os rumos da sociedade, ocultando ou minimizando todos os escândalos que impliquem integrantes do Partido da Social Democracia Brasileira, assim como agem com as conquistas alcançadas pelo governo do PT, usando técnicas jornalísticas de diagramação e/ou edição eletrônica. Ou, ainda, hiperdimensionando possíveis casos de delitos cometidos por petistas ou seus aliados e afirmando que a responsabilidade do que possa haver de errado seria diretamente do ocupante da cadeira da Presidência da República, quando petista, obviamente.

Tal procedimento é sintomático, já que quando esses órgãos de imprensa divulgam informações negativas à imagem dos tucanos, são suaves, concisos e nada assertivos, dando muito menos destaque ao fato e tendo todo o cuidado para não prejudicar o PSDB e seus parceiros (incluindo-se o DEM, o antigo PFL, antes PDS, e originalmente Arena, o partido da ditadura, ou seja, um verdadeiro oximoro em termos de nomenclatura, pois o a sigla, que sempre apóia os tucanos, foi o partido que sustentou o regime autoritário e agora se autointitula "democratas"), haja vista o noticiário sobre a crise hídrica no estado de São Paulo, manuseado sempre visando a proteger o governo paulista.

Porém, quando a denúncia – ainda que não comprovada e independentemente da credibilidade da fonte - envolve políticos ligados ao PT, alguns veículos o fazem até mesmo de forma raivosa e com ares de tentativa de golpe. Neste caso, o nome mais citado (apenas um entre muitos veículos da mídia nativa que atuam do mesmo modo, embora com menos agressividade), é, lamentavelmente, o mais tradicional semanário brasileiro, que, por sua prática manipuladora e antiética permanente, vem exercendo per se oposição raivosa e atacando sempre tudo que é intrínseco ao PT e às lutas dos partidos de esquerda, tendo se tornado um panfleto publicista a favor do tucanato. Porém, a revista é somente um exemplo entre os veículos de mídia que abandonaram de vez os cânones do jornalismo baseado na veracidade dos fatos e compromissado com a cidadania e o desenvolvimento da sociedade. Embora tente esconder e/ou reduzir o impacto das realizações positivas do atual governo, a mídia oposicionista, pasmantemente, continua a apresentar-se como “isenta” e apartidária.

Quem avalia com criticidade constata que os resultados sociais - os mais importantes, evidentemente - e também os econômicos obtidos pelas gestões petistas são irrefutáveis e superiores a todos os anteriores. É de conhecimento de todos que a miséria está erradicada do País e que dezenas de milhões de pessoas saíram da pobreza, ascendendo à classe média e tornando-se reais consumidores. Afora os 21 milhões de empregos criados nos últimos doze anos, sete milhões durante o governo Dilma, façanha sem igual no mundo que ainda enfrenta os efeitos de sucessivas crises econômico-financeiras desde 2008. No entanto, são “só” fatos que não “convencem” os conglomerados midiáticos de oposição.

Outro motivo causador de indignação são as numerosas inverdades e impropérios relativos à presidenta Dilma Rousseff, ao ex-presidente Lula e ao Partido dos Trabalhadores, reproduzindo a prática de transformação de informações acerca de realizações extremamente positivas para todo o povo brasileiro em notícias distorcidas, e também hiperdivulgando, com a pior conotação negativa, é claro, possíveis erros ou irregularidades cometidos por algum integrante ou simpatizante dos governos petistas.

Tal tentativa se inspira nas técnicas de censura e manipulação perpetradas pelos piores regimes ditatoriais, contrariando a correta conduta deontológica, que deveria reger a cobertura política pela mídia, a qual, por óbvio, influencia milhões de pessoas que desconhecem os mecanismos de edição utilizados em cada veículo para manusear o noticiário conforme seus próprios objetivos, assim como a existência da autocensura e da pressão a que muitos jornalistas são submetidos no tratamento final da informação.

Apesar disso, com um laivo de justiça, é inegável reconhecer que, nos dias hodiernos, a quase totalidade da população brasileira vive muito mais feliz do há doze, quinze ou vinte anos. O Brasil é muito mais respeitado como ator realmente relevante em todos os organismos internacionais, independentemente de seu cunho. Com competência, os governos liderados por Lula e Dilma venceram as maiores crises da economia em mais de oitenta anos; apesar de "analistas" e "comentaristas" pseudoautônomos - em verdade representantes fiéis, regiamente remunerados, dos patrões que controlam os veículos em que atuam - jamais o terem admitido, tentando "explicar" o sucesso do PT no comando do País de maneira sofística, às vezes até com desvio de caráter, e constantemente, atribuindo-o a uma suposta sorte ou a fatores independentes das políticas dos governos petistas.

Para superar o bloqueio de divulgação de fatos altamente positivos para a sociedade brasileira, como a retirada do Brasil do Mapa da Fome da Organização das Nações Unidas, pela primeira vez em toda a história do País, incluindo-nos em um seleto grupo de 37 nações em que ninguém morre de fome, boicotada pela chamada “grande mídia”, a qual, por esse tipo de prática, frequentemente, é denominada de Partido da Imprensa Golpista (o já famoso PIG), recomenda-se diversificar as fontes de informação para fugir dessas distorções informativas. A atitude é imprescindível aos leitores, telespectadores e ouvintes que, com efeito, tencionem informar-se e formar opinião abalizada superando o tratamento publicista (ou seja, o velho uso dos meios de comunicação de massa como instrumentos de divulgação de posições político-ideológicos, no estilo do que faziam Carlos Lacerda, na Tribuna da Imprensa, e Samuel Wainer, na Última Hora, em relação ao governo constitucional de Vargas, na década de 50) da maior parte da mídia nacional.

A quem ainda se restringe a determinados veículos de mídia, sugere-se diversificar suas fontes de informação e, talvez, pensar melhor, vencendo preconceitos e até mesmo superando posições antidemocráticas e egoístas que impedem a aceitação do sucesso de governos trabalhistas que conseguiram melhorar a vida da maioria dos brasileiros, priorizando - como estabelecem os preceitos éticos, assim como os fundamentos de todas as religiões - os mais necessitados. E, mesmo assim, para as classes média e alta também houve melhoras muito significativas, haja vista o apoio expressivo que Lula e Dilma têm também entre os de mais posses.

Entre os profissionais do jornalismo, é mister que se reflita sobre o desserviço que a maioria dos veículos de comunicação vem desenvolvendo nos últimos doze anos, mormente às vésperas de eleição, como ocorreu nas duas últimas semanas que antecederam à disputa nas urnas após o tucano perder a dianteira nas pesquisas de intenção de voto para a candidata à reeleição. Este comportamento remonta àquela "definição" de regime político imposta tacitamente pela caserna após o golpe de 64: "Democracia (só vale assim) é igual a nós no poder; ditadura, os outros”.



Luciano Zarur – jornalista, professor universitário, mestre em filosofia e diretor do Sinpro-Rio.

Publicado no Observatório da Imprensa, em 28/10/1014, edição 822.

* Articulando esclarece que o conteúdo e opiniões expressas nos artigos assinados são de responsabilidade do autor e não refletem necessariamente a opinião do coletivo de educadores.


segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Saúde e educação puxam queda inédita de diplomas no Brasil

Cursos como enfermagem, farmácia e odontologia entregaram 13,4% menos diplomas em 2013 em comparação com 2012. Em cursos de formação de professores, verificou-se uma baixa de 10%.
Em ambas as áreas, a redução de estudantes que concluíram o ensino superior foi maior do que a média de 5,65% de todos os cursos.

Em 2012, foram entregues 1,05 milhão de diplomas; no ano passado, 991 mil, de acordo com o censo apresentado pelo Ministério da Educação em setembro.

Foi a primeira vez que caiu o número de formandos desde 2002, quando teve início a série histórica.

O MEC (Ministério da Educação) afirma que a queda se deve a ações de fiscalização em faculdades, entre outros motivos.

Especialistas apontam como fatores de desestímulo para a formação em saúde e educação baixos salários e estrutura e gestão precárias, principalmente em cidades do interior do país.

MENOS PROFESSORES

O MEC (Ministério da Educação) informa o número de concluintes por áreas, e não por cursos, seguindo o padrão da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico).

A área de saúde e bem-estar abrange graduação em medicina, enfermagem, farmácia e odontologia, entre outras. No ano passado, voltou ao patamar de 2009 com cerca de 140 mil diplomas. Em 2012, a área havia computado 162 mil graduados.

Segundo o pesquisador Ronaldo Mota, secretário de ensino superior do MEC entre 2007 e 2008, estudantes de medicina não costumam deixar o curso, mas o processo é mais frequente em graduações como enfermagem, fonoaudiologia e fisioterapia.

A área de educação já tinha apresentado redução de 6,37% no número de graduados de 2011 para 2012. Em 2013, houve nova queda, desta vez de 10% –de 223 mil diplomas para 201 mil.

"É preocupante. O Brasil não tem nenhuma possibilidade de desenvolvimento sem um número de profissionais com curso superior muito acima do que tem hoje. É um país não competitivo internacionalmente", diz Mota, atual reitor da universidade particular Estácio de Sá.

GARGALO

O principal gargalo para a expansão da educação superior está na baixa qualidade do ensino médio, concordam especialistas.

Menos concorrida, a área de educação é a porta de entrada "mais fácil" para estudantes com histórico escolar "frágil" e restrições socioeconômicas, afirma Mozart Neves Ramos, integrante do Conselho Nacional de Educação.

"Apesar do brilho nos olhos, os meninos chegam com muitas deficiências", diz.

Os cursos de licenciatura são, em geral, noturnos, permitindo o trabalho durante o dia. Para Neves, ao enfrentarem dificuldades curriculares já nos primeiros anos de faculdade, os alunos desistem.

PRIVADAS

Com 77% dos alunos formados, a rede privada liderou a baixa de diplomas, com queda de 6,3% em relação a 2012. As instituições públicas tiveram redução de 3,48%.

No ensino à distância, que formou cerca de 15% dos alunos no ensino superior, ocorreu o oposto. Enquanto a rede pública entregou 34,5% menos diplomas no ano passado, a privada manteve-se praticamente estável.


Fonte: Folha de São Paulo, em 13/10/2014.

sábado, 25 de outubro de 2014

Dilma nega irregularidades no Pronatec e defende melhor fiscalização

A candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff  irregularidades na execução do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec). Dilma falou sobre o assunto ao comentar reportagem do jornal Folha de S.Paulo, que, com base em relatório da Controladoria-Geral da União (CGU), aponta falhas no acompanhamento dos alunos matriculados no programa.

Segundo a reportagem do jornal, não é possível precisar quantos são os estudantes desistentes e se o repasse de recursos continua sendo feito às instituições parceiras.

“Fiquei satisfeita com o relatório porque a controladoria esclareceu perfeitamente que os cursos são fiscalizados e que temos de aperfeiçoar a fiscalização. Não há nenhuma irregularidade no Pronatec”, disse a candidata em entrevista à imprensa.

Dilma explicou que os cursos são, em grande parte, feitos em parceria com o Sistema S (Senar, Senac, Senat e Senai) e defendeu o caráter gratuito programa. “No Brasil, se não tiver cursos gratuitos, não se atinge a multidão que precisa, que vai usufruir e transformar os cursos em riqueza para o país.” Segundo ela, o Pronatec atende a cerca de 8 milhões de pessoas.

A candidata destacou que, se conquistar mais um mandato no próximo domingo (26), ampliará o Pronatec, incluindo jovens aprendizes no programa. “O obstáculo era que as micro e pequenas empresas tinham que pagar um curso para esses adolescentes acima de 15 anos e não tinham condição. Estamos incorporando dentro do Pronatec”, explicou. Atualmente, o programa atende a jovens que cursam o ensino médio e também a trabalhadores que buscam qualificação profissional.

Dilma lembrou que o acesso a informações sobre esse tipo de fiscalização é possível em âmbito federal porque a Lei de Acesso à Informação é cumprida. “Não há esse nível de acesso à informação em todos os entes federados. No governo federal, é garantido que se acesse tal tipo de informação.”



Fonte: Agência Brasil, em 19/10/2014.

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Transformar realidade de alunos incentiva atuação de jovens professoras

O desejo de transmitir conhecimento e a possibilidade de transformar a realidade de jovens por meio da educação são alguns dos fatores que incentivam a atuação de duas jovens professoras recém-chegadas às salas de aula. Elas já conhecem os desafios da profissão, mas continuam certas de que fizeram a escolha correta.

Filha de professores, Agnes Serrano, 23 anos, tinha ideia dos desafios a serem enfrentados na profissão, mas não teve dúvidas quando decidiu ser professora. Há quatro meses, ela dá aulas de geografia em uma escola pública de Ceilândia, cidade do Distrito Federal próxima a Brasília, para alunos do 6° ao 9° ano do ensino fundamental.


“Sempre ouvi dizer que dar aula era um desafio, mas era prazeroso. Só fui entender agora que dar aula é difícil porque você tem que lidar com realidades muito complicadas do ponto de vista social”, conta Agnes.


Docentes relatam desafios


O sentimento de que é possível mudar para melhor a realidade dos estudantes é um incentivo para a professora. “A gente se percebe como agente que pode modificar a realidade dos estudantes, incentivando os meninos a seguir em frente, dar prosseguimento aos estudos. Sabemos que é só o estudo que vai mudar essa realidade em que vivem. Temos muitos estudantes que percebem a dificuldade da realidade social deles e querem mudar”, disse.


Na avaliação de Agnes, o professor não chega à sala de aula com o preparo necessário para enfrentar o dia a dia da profissão. Segundo ela, o curso superior oferece uma boa formação teórica, mas falta a prática.


“Acho que a universidade e a educação básica não são próximas e é na educação básica que os alunos são preparados também para entrar no curso superior”. E completa: “Quando entramos em contato com o público com o qual vamos trabalhar, já estamos no fim do curso. Então, acho que a preparação é muito deficiente".


Em poucas palavras, a professora de geografia resume o que tem sido a experiência desses quatro meses de magistério. “Não imaginei que eu fosse gostar tanto de dar aula. Está sendo muito bom. Tenho a expectativa de devolver à sociedade tudo que aprendi”, diz Agnes, que sempre estudou em instituição pública de ensino.


A professora de espanhol Maria Eduarda Andrade, 23 anos, lecionou por seis meses em escola particular e, desde setembro, dá aulas no Centro de Ensino Médio 01 do Gama, no Distrito Federal. Ainda criança, ela brincava de ser professora e hoje o que era brincadeira se tornou realidade.


Maria Eduarda relata que, como professora de espanhol, tem encontrado prós e contra na atividade. “Espanhol é para alunos de ensino médio e não é uma matéria que reprova, aí você se depara com alunos que não dão a mínima importância para a matéria. Fiquei chocada com algumas coisas que ouvi”, lembra.


Esse susto inicial, no entanto, é compensado pelo retorno positivo de alunos interessados em aprender. “Estou adorando dar aula. Ao mesmo tempo, há os que fazem questão da aula e isso compensa os que não querem nada”.


Ela conta que busca tornar as aulas mais dinâmicas, interagir com os alunos e não se apegar tanto ao livro didático para tornar o aprendizado mais interessante. O uso da tecnologia em sala de aula é citado como meio para prender a atenção dos jovens, mas observa que isso pode ter também um lado negativo. “Muitos estudantes não sabem usar a tecnologia a favor deles e querem bater uma foto do conteúdo que está no quadro em vez de copiar para fixar a matéria”, acrescenta.


Fonte: Agência Brasil, em 15/10/2014.

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Hospitais universitários receberão R$ 6,4 milhões

A Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh) autorizou o repasse de R$ 6.454.716,46 para hospitais universitários federais vinculados ao Programa Nacional de Reestruturação dos Hospitais Universitários Federais (REHUF). O repasse está em portaria publicada no dia 10/10, no Diário Oficial da União.


O montante destina-se ao financiamento da aquisição de insumos odontológicos, oftalmológicos e serviços correlatos. Serão beneficiados 27 hospitais. A lista e o montante destinado a cada um deles estão disponibilizados no Diário Oficial.



A portaria estebelce que as unidades gestoras beneficiárias encaminhem à Ebserh, em até 60 dias após o encerramento do exercício financeiro de 2014, relatório gerencial detalhando a aplicação dos recursos e os resultados alcançados, segundo o modelo disponibilizado no Sistema de Informação para Reestruturação dos Hospitais Universitários Federais (SisRehuf).


Fonte: Agência Brasil, em 10/10/2014.

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

MEC é responsável por documentação acadêmica de faculdade descredenciada

Na qualidade de supervisor nacional do ensino superior, o Ministério da Educação é responsável por adotar medidas que evitem danos coletivos aos alunos. Isso inclui guardar a documentação acadêmica dos alunos ou indicar uma instituição para fazê-lo.

O juiz federal Jacimon Santos da Silva, da 2ª Vara Federal em São Carlos (SP), determinou que a União organize e assegure a conservação de toda a documentação acadêmica das Faculdades Integradas de São Carlos (Fadisc). O objetivo do juiz foi garantir o direito dos ex-alunos a conseguirem seus diplomas, já que a instituição foi descredenciada pelo ministério em 2011.


No caso, uma ex-aluna do curso de Direito entrou com ação pedindo que a instituição disponibilize e registre seu diploma. Ela afirma que colou grau no dia 29 de outubro de 2010 e formalizou o pedido no ano seguinte. Entretanto, a instituição encerrou suas atividades em 2012, deixando alunos e ex-alunos sem acesso a documentos como histórico e diploma.


Ela argumentou ainda que a responsabilidade do MEC é evidente e “decorrente por sua omissão caracterizada na ausência de fiscalização durante o período em que a instituição já se encontrava em completa desorganização administrativa e financeira.”
  Segundo o juiz Jacimon Santos da Silva, o ministério, mesmo sabendo da situação, não adotou no despacho de descredenciamento a providência para assumir a responsabilidade pela guarda dos documentos acadêmicos ou de indicar uma outra instituição para exercer esta função. Para ele, a falha permitiu que os papeis ficassem expostos ao risco de extravio.

A decisão cita ainda a Portaria 255/1990 do MEC que determina ser dele mesmo a responsabilidade pelo recolhimento de todo o arquivo no caso de suspensão definitiva das atividades da instituição de ensino superior. Além disso, menciona a Lei Federal 8.159/1991 que dispões sobre a política nacional de arquivos públicos e privados. A lei prevê que é dever do Poder Público garantir proteção a documentos de arquivos como elementos de prova e informação.


O juiz determinou que a decisão seja cumprida imediatamente pela União. Além disso, requisitou o auxílio da Polícia Militar para fazer o policiamento permanente da Fadisc, para impedir que nenhum outro dano seja causado na documentação acadêmica dos alunos.


Fonte: MEC, em 8/10/2014.

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Porque vou votar em Dilma

Votarei em Dilma por razões simples e progressistas que só afetam de maneira indireta o meu dia-a-dia. Por razões, portanto, republicanas. Julgo que durante seu governo avanços foram feitos em direção à melhoria das condições de vida das classes populares.

Nomeio os avanços, salientando que eles foram articulados no âmbito duma geografia nacional descentrada (sem privilégio ao eixo sudeste): programa residencial para os cidadãos de baixa renda, educação nos vários níveis, saúde pública, maior acesso das famílias aos bens domésticos e sensível aumento da autoestima.

O último avanço – aumento da autoestima − pode parecer ridículo às vésperas da eleição. Não o é, pois se refere ao modo como nos últimos anos cresceu o reconhecimento por parte das classes altas e letradas daqueles e daquelas que vieram sofrendo por séculos as várias formas de preconceito social, étnico ou comportamental. Isso também redunda em ganho democrático da população brasileira como um todo.

Só criticaria seu governo por algo que me toca diretamente: o reduzido interesse dedicado às atividades culturais e artísticas na complexidade que elas adquiriram no século 21.



(*) SILVIANO SANTIAGO é escritor. Romancista, poeta, crítico literário, ensaista e professor. Autor dos livros Em Liberdade, Stella Manhattan, Viagem ao México.
Ganhou o Premio Ibero-Americano José Donoso 2014 da Universidade de Talca, no Chile, o qual receberá no fim de outubro.

* Articulando esclarece que o conteúdo e opiniões expressas nos artigos assinados são de responsabilidade do autor e não refletem necessariamente a opinião do coletivo de educadores.

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Programa vai destinar R$ 20 milhões para ações culturais em universidades

Os ministérios da Cultura e da Educação lançaram no  dia 8/10 o Programa Mais Cultura nas Universidades. O objetivo é incentivar as instituições federais de ensino superior e as de educação profissional, científica e tecnológica a ampliar ações artísticas no país.

As entidades têm até o dia 10 de fevereiro de 2015 pra aderir ao edital, que destinará R$ 20 milhões para o apoio a atividades culturais em escolas públicas, criação e fomento de rádios e TV comunitárias, além de investimento em equipamentos e material para espaços de pesquisa e ensino já existentes. O documento foi publicado na edição desta quarta-feira do Diário Oficial da União. Cada universidade pode ser contemplada com, no mínimo, R$ 500 mil e, no máximo, R$ 1,5 milhão.


Durante o lançamento do edital, a ministra da cultura, Marta Suplicy, ressaltou a importância de um projeto que reafirme a pluralidade cultural de um país diverso como o Brasil. “Esse programa vem para proporcionar que os alunos e a sociedade não tenham apenas uma boa educação, mas tenham também uma boa educação cultural, pluralizada e que recupere e desenvolva nossas artes e também nossa cultura.”


Para o reitor da Universidade de Brasília (UnB), Ivan Camargo, o momento é oportuno para tal medida. "A arte está dentro do DNA da universidade. Hoje nosso maior problema é a falta de infraestrutura, a falta de verba. Então ter um edital específico para as artes nos é um incentivo enorme."


Fonte: Agência Brasil, em 8/10/2014.