Botões

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Programa vai destinar R$ 20 milhões para ações culturais em universidades

Os ministérios da Cultura e da Educação lançaram no  dia 8/10 o Programa Mais Cultura nas Universidades. O objetivo é incentivar as instituições federais de ensino superior e as de educação profissional, científica e tecnológica a ampliar ações artísticas no país.

As entidades têm até o dia 10 de fevereiro de 2015 pra aderir ao edital, que destinará R$ 20 milhões para o apoio a atividades culturais em escolas públicas, criação e fomento de rádios e TV comunitárias, além de investimento em equipamentos e material para espaços de pesquisa e ensino já existentes. O documento foi publicado na edição desta quarta-feira do Diário Oficial da União. Cada universidade pode ser contemplada com, no mínimo, R$ 500 mil e, no máximo, R$ 1,5 milhão.


Durante o lançamento do edital, a ministra da cultura, Marta Suplicy, ressaltou a importância de um projeto que reafirme a pluralidade cultural de um país diverso como o Brasil. “Esse programa vem para proporcionar que os alunos e a sociedade não tenham apenas uma boa educação, mas tenham também uma boa educação cultural, pluralizada e que recupere e desenvolva nossas artes e também nossa cultura.”


Para o reitor da Universidade de Brasília (UnB), Ivan Camargo, o momento é oportuno para tal medida. "A arte está dentro do DNA da universidade. Hoje nosso maior problema é a falta de infraestrutura, a falta de verba. Então ter um edital específico para as artes nos é um incentivo enorme."


Fonte: Agência Brasil, em 8/10/2014.

sábado, 18 de outubro de 2014

Maioria dos jovens aprova exigência de atividades complementares

Buscar conhecimentos além da sala de aula é, não só importante, mas obrigatório em muitos cursos e faculdades. As conhecidas “horas complementares” representam um ponto polêmico na trajetória acadêmica. Enquanto alguns consideram um empecilho para a conclusão do curso, outros as julgam fundamentais para desenvolver novos saberes. No intuito de mapear exatamente a opinião do brasileiro quanto ao assunto em questão, o Núcleo Brasileiro de Estágios coletou o pensamento de 7.133 estudantes, com idade entre 15 e 26 anos. Veja o resultado em mais uma pesquisa do Nube.

As atividades adicionais têm como função geral, flexibilizar e enriquecer a formação estudantil e profissional proporcionada pelos currículos dos cursos do ensino superior ou tecnólogo, oferecendo aos alunos a possibilidade de aprofundamento temático e interdisciplinar, articulando os conteúdos teóricos e a prática. Entretanto, há quem concorde ou não com a sua imposição, por parte da direção escolar. Nessa linha, foi feita a pergunta “O que você acha da obrigatoriedade das horas complementares?”. A ampla maioria respondeu “Concordo, ajuda o estudante a buscar novidades fora da sala de aula”. Exatos 4.429 participantes (62%) seguiram a opção. Em seguida, 1.383 (20%) apesar de concordarem, são mais cautelosos. “Concordo em parte, pois é muita pressão”.


Para a coordenadora de treinamentos do Nube, Yolanda Brandão, a insegurança é natural durante a vida em sala de aula. “São muitas disciplinas e avaliações durante um curso. Mesmo concordando com as horas complementares, podem existir dúvidas sobre a capacidade de lidar com todas as exigências para se formar”. Porém, é possível superar o “bicho de sete cabeças”, segundo a especialista. “Se o jovem coloca na mente os seus objetivos e planeja, mesmo em uma simples planilha, perceberá como positivo o fato de agregar informações extras”.


Por fim, 883 (12%) responderam “Discordo, pois alguns não têm acesso a cursos e eventos culturais” e 438 (6%) votaram na alternativa “Discordo, há muita falsificação”. Yolanda orienta a procura por palestras, workshops e treinamentos gratuitos, já oferecidos em larga escala nos diversos estados brasileiros. “Felizmente é possível para qualquer estudante, buscar qualificações sem custos. Seja na prefeitura da cidade, como em ONG’s ou centros de ensino à distância, existem muitas opções para rechear o currículo e aprimorar características essenciais na formação de um profissional íntegro e competente”.


Sobre o Nube

 

Desde 1998 no mercado, o Nube oferece vagas de estágio e aprendizagem em todo o país. Possui mais de 6.800 mil empresas clientes, 13,5 mil instituições de ensino conveniadas no Brasil e já colocou mais de 550 mil pessoas no mercado de trabalho. Também administra toda a parte legal e realiza o acompanhamento do estagiário e aprendiz por meio de relatórios de atividades.

Anualmente, são realizadas 10 milhões de ligações, enviados 3 milhões de SMS e encaminhados 700 mil candidatos. O banco de dados conta com 3,6 milhões de jovens cadastrados e todos podem concorrer às milhares de oportunidades oferecidas mensalmente.

 
Para facilitar a vida dos cadastrados, foi desenvolvido um aplicativo no Facebook para publicação das vagas. O Nube também está presente nas principais redes sociais Twitter, Google+, Linkedin, Foursquare e Youtube. Com a TV Nube, oferece conteúdos voltados à empregabilidade, dicas de processos seletivos, currículos, formação profissional, entre outros. O cadastro é gratuito e pode ser feito no site www.nube.com.br.


Fonte: Yolanda Brandão, coordenadora de treinamentos do Nube.

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Alunos de escola técnica rural do estado vão aprender sobre horticultura

A primeira aula do Pronatec Agro foi realizada na quinta-feira (25/9), no município de Nova Friburgo, no Rio de Janeiro. Estudantes dos 2º e 3º ano do ensino médio do Instituto Belga – escola técnica mantida com recursos do governo do Rio de Janeiro em parceria com o governo Belga – estão sendo capacitados na modalidade de horticultura.

Os alunos cumprirão 240 horas/aula até o final do curso. As aulas serão ministradas nos dias em que os estudantes não terão atividades regulares na escola, já que o regime do Instituto é 15 dias em tempo integral na escola e 15 dias em casa.

Todo o material didático do curso é confeccionado pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), responsável também pela grade horária e pela contratação dos professores. O Pronatec Agro é uma parceria com o Ministério da Educação (MEC) que investiu R$ 25 milhões somente para este ano, com o objetivo de trazer oportunidades de estudo para quem trabalha no campo.

O Pronatec Agro - Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego – promove educação profissional e tecnológica para agricultores, especialmente jovens na área rural, trabalhadores rurais, técnicos do setor agropecuário recém-formados, estudantes de escolas técnicas e de ensino médio.

São 10 mil vagas para formação inicial e continuada em todo o Brasil, com cursos voltados para bovinocultura de leite e de corte, produção animal no semiárido, fruticultura, horticultura, integração Lavoura-Pecuária-Floresta e agricultura orgânica.

Fonte: Ministério da Agricultura. Os interessados podem obter outras informações sobre turmas, datas, locais e inscrições por meio do email depros.gab@agricultura.gov.br ou no telefone (61) 3218-2433.

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Homenagem do Sinpro-Rio aos professores e professoras

Neste dia do Professor, a  diretoria eleita do Sinpro-Rio conclama toda a categoria a reocupar o sindicato, que sempre foi seu, por direito, como um espaço de encontro, mobilização e luta, como um instrumento de transformação da realidade, em defesa dos direitos e conquistas de professores e professoras, e da construção de um novo modelo de sociedade. A ação sindical, hoje, no mundo, é o grande foco de resistência a favor do trabalhador, na crise capitalista que vivemos. É importante repensar papeis e atitudes para reconstruirmos um sindicato comprometido com uma Educação libertária e com uma sociedade mais justa e fraterna. Esse processo só será verdadeiro com a participação democrática e protagonista da categoria.

Neste dia do Professor, o Sinpro-Rio quer brindar à energia e à alegria que só a construção da luta solidária alimenta. Quer chamar todos os professores e professoras a construir um Sindicato Democrático, Transparente e Participativo. Quer celebrar o retorno do movimento combativo que transforma a entidade num sindicato vivo! Só juntos podemos avançar nas nossas conquistas!
Parabéns, Professora. Parabéns, Professor .
Nossas homenagens a todos!


A Diretoria do Sinpro-Rio

Professor o “Grande Artista”

Imagine uma tela em branco. Pense que nela deve ter algo a se pintar. Do que você precisa? Logicamente o que vem a cabeça primeiro é: Tinta, pincel, água a tela, o suporte? Você pode ter a melhor tela, o melhor pincel, e água cristalina, se você não tiver inspiração, uma idéia planejada de nada adianta os melhores recursos. Pode parecer que  estamos falando especificamente de um pintor, mas não, estou falando do Professor!

E por quê? Porque o professor é um grande artista, seja onde estiver, na educação infantil , seja no pós doutorado, o artista precisa estar inspirado, o artista precisa de grande idéias, o professor precisa estar motivado, e motivação não é apenas ter uma boa remuneração, motivação é acreditar que a sua tela será exposta, que  estará em grande vitrines com valores imensuráveis, e que a cada desenho, a cada quadro é uma vida nova, é um projeto novo.

O professor é aquele que cria e faz arte para vida, ele não quer os quadros para si , ele os faz para o mundo, uma bela obra de arte passa por um grande artista, seja aqueles que lecionam pintando seus quadros debaixo de árvores nos rincões do país, seja aquele que leciona no ar condicionado com recurso digitais, qual a semelhança entre os dois? A arte! O objetivo final, lecionar não é mais ensinar, o professor não é mais detentor exclusivo do conhecimento,  ele é um mediador,  ele debate conhecimento, o compartilha. O aluno passa na vida do professor, por que alunos são muitos, mas o professor artista jamais passa na vida de um aluno, ser artista não é ser mágico, não é  fazer gracinhas, vestir fantasias, ser artista é se fazer presente e importante  em mundo tão complicado, onde procuramos valores saudáveis, violento e não desistir da tela, no quadro pintado a mão, por último vem a assinatura do artista, muitas vezes passado despercebido, pouco lembrado,mas na mesma mão que assina o quadro,é a mesma que abra o livro, o diário o pincel e o giz.

Parabéns professores, sejamos protagonistas de nosso tempo, sejamos  o artista que dá sentido ao país e ao mundo, não vamos deixar que tempo nos vença, que o cansaço aposente o grande artista que forma, policiais, balconistas, advogados, motoristas, técnicos administrativos, assistentes sociais entre tantos outros profissionais,mas que também formam outros professores, para continuarem a missão de continuarmos colorindo a vida acreditando que um mundo melhor só é possível com a educação. Professor, confiamos em você, precisamos de você e muito obrigado por existir e dar sentido às nossas vidas, cor e vida em nossas telas,  muito obrigado. Dia 15 de outubro é o seu dia, recheado com tantos outros com tantas histórias.

Vítor Andrade
Professor de História
Diretor do SINPROEP-DF

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Ex-alunos da Gama Filho e UniverCidade têm dificuldade em obter diploma

Quase nove meses após o descredenciamento, pelo Ministério da Educação (MEC), da Universidade Gama Filho (UGF) e do Centro Universitário da Cidade (UniverCidade), ainda há ex-alunos sem documentos como o histórico escolar. Alguns, que já haviam concluído a formação nessas instituições, estão tendo dificuldade para obter o diploma universitário.
 
Carlos Eduardo Ferreira formou-se em ciência da computação pela UGF, no primeiro semestre de 2013. Colou grau, compareceu à cerimônia, mas, como era padrão na universidade, não recebeu o diploma imediatamente, era preciso  fazer um requerimento. Antes que isso fosse feito, a instituição entrou em greve e foi desativada em seguida.


A orientação é que os ex-alunos procurem as instituições que receberam os alunos do curso em questão pela transferência assistida, que estão autorizadas a emitir os diplomas: Estácio de Sá (Unesa), Universidade Veiga de Almeida (UVA) e Faculdade de Tecnologia Senac Rio (Fatec).


Sem os documentos, no entanto, o processo é mais difícil e leva mais tempo. "Já faz mais de um ano que me formei e ainda estou neste impasse. Nossa área trabalha muito de maneira informal. Ter um diploma é uma forma de ganhar um pouco mais, de garantir mais contratos", diz Ferreira, e acrescenta: "Há também aqueles que querem fazer um concurso público para nível superior e não conseguem sem um diploma de graduação. Pós-graduação, então, nem se fala".


A entrega dos documentos foi determinada pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ). Segundo o advogado do Grupo Galileo, responsável pelas instituições, Jamil Alves da Silva, o grupo já repassou os documentos que tinha para as instituições escolhidas para receber os alunos. "Alguns alunos receberam, outros não", admite o advogado.


Ele justifica o não repasse de alguns documentos ao fato de o grupo não poder tomar posse dos imóveis onde funcionavam as instituições. "Em princípio, houve a questão do alojamento dos documentos, retidos pela Justiça. Houve a retenção [do patrimônio], a Justiça tomou conta dos imóveis em que havia arquivos desses documentos e [o grupo] ficou impedido de atuar, tendo dificuldade em repassar", acrescentou.


O advogado disse que uma solução para a situação cabe às instituições que receberam os alunos. De acordo com ele, o grupo enfrenta cerca de 800 processos civis na Justiça, a maioria pedindo a entrega da documentação e indenização pelo período de paralisação e greve. Para tentar solucionar o problema, cada uma das instituições que receberam os alunos, por transferência assistida, busca uma maneira de atender os estudantes.


A Estácio informou, por meio de nota, que montou uma estrutura para atender aos alunos das instituições descredenciadas no Campus João Uchôa, na Rua do Bispo, Rio Comprido. "Como a Estácio não recebeu os documentos físicos dos alunos neste processo, a instituição solicita que os alunos tragam os documentos que têm (comprovantes de escolaridade, identidade, CPF, entre ourtos) para iniciar a fase de análises", disse ele.


O texto diz que a instituição entende o desejo dos alunos. Por isso, "criou uma comissão para expedição dos documentos e está dedicada à análise minuciosa dos processos e comprometida com uma solução para o sério problema enfrentado por eles. Contudo, precisa ser extremamente cautelosa e cuidadosa ao expedir um documento sério e complexo como o diploma, que habilita ao exercício profissional de carreiras como, por exemplo, medicina, engenharia, direito, entre outras".


De acordo com a instituição, mais de 500 alunos afetados pela suspensão e consequente transferência já receberam diploma ou colaram grau. Até o final do ano, a Estácio promete fazer cerimônias de colação de grau mensalmente.


A UVA também informa que tem aceitado outros registros que mostrem as disciplinas cursadas e as respectivas notas dos alunos, como comprovantes de pagamento que exibem o período em que o aluno estava matriculado e as disciplinas, por exemplo. No site da UVA está disponível a lista da documentação que pode ser apresentada.


"A apresentação desses documentos não é obrigatória para que seja realizado o requerimento de expedição de diploma, porém a disponibilização do maior número de informações tornará o processo mais célere", diz a instituição. Os ex-alunos das instituições descredenciadas devem procurar os canais de atendimento da UVA para obter informações sobre o processo de transferência assistida, como a Central de Atendimento ao Aluno (telefone 2574-8888), o e-mail transferenciaassistida@uva.br e o site www.uva.br.


Fonte: Agência Brasil, em 7/10/2014.

sábado, 11 de outubro de 2014

Câmara analisa projeto que cria autarquia para avaliar ensino superior

Está em fase final de tramitação na Câmara projeto do Poder Executivo que cria o Instituto Nacional de Supervisão e Avaliação da Educação Superior.

A nova autarquia ficará responsável pelo monitoramento das instituições federais e privadas de ensino superior existentes no Brasil.

Os representantes de faculdades particulares criticaram a proposta, afirmando que ela é uma tentativa de "estatizar" o sistema, mas deputados e educadores defendem a nova autarquia.

Assista o vídeo: http://migre.me/me76X    Recorte e cole na barra de endereço do seu navegador.

Fonte: Câmara Notícias/TV, em 25/9/2014.

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

STJ confirma condenação de professor por ofensas à PUC

Em decisão unânime, a Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) manteve a condenação do psiquiatra Içami Tiba a pagar indenização por danos morais no valor de R$ 10 mil à Pontifícia Universidade Católica (PUC) de São Paulo.

Içami Tiba foi entrevistado pela Rádio Eldorado em novembro de 2002 para falar sobre o assassinato do casal Richthofen, ocorrido naquele ano em São Paulo. A certa altura da entrevista, a repórter perguntou sobre eventual influência do uso de drogas na conduta dos autores do crime, que contaram com a colaboração da própria filha do casal, Suzane, então estudante da PUC.

Na resposta, o psiquiatra afirmou que a PUC “tem uma ideologia de favorecer o uso da maconha”. Segundo ele, a universidade é um “antro de maconha”, tem “fumódromos” nos corredores, e a diretoria da instituição seria complacente com o uso de drogas.

Honra objetiva

A PUC ajuizou ação de indenização por danos morais. O psiquiatra foi condenado a pagar R$ 25 mil, valor depois reduzido para R$ 10 mil pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP).

Em recurso ao STJ, Içami Tiba afirmou que a exteriorização de suas opiniões foi o exercício legítimo de um direito e não configurou dano moral à instituição de ensino. Alegou ainda que a indenização foi fixada em valor muito alto.

O relator do recurso, ministro Villas Bôas Cueva, destacou inicialmente que a pessoa jurídica, “por ser titular de honra objetiva, faz jus à proteção de sua imagem, seu bom nome e sua credibilidade”, o que autoriza a indenização por danos morais sempre que esses bens jurídicos forem atingidos. Esse entendimento está pacificado na Súmula 227 do STJ.

Irresponsabilidade

Para o ministro, a reparação é cabível no caso, pois houve excesso nos comentários de Içami Tiba durante a entrevista.

O STJ, disse ele, já tem entendimento firmado no sentido de que a garantia constitucional de liberdade de manifestação do pensamento deve respeitar a honra das pessoas, entre outros direitos e garantias fundamentais, conforme previsto no artigo 5°, incisos V e X, da Constituição Federal.

“Não se deve confundir liberdade de expressão com irresponsabilidade de afirmação”, declarou Cueva, para quem o direito de crítica não pode ser usado como escudo para acobertar a prática de atos irresponsáveis. Quem se sente ofendido, acrescentou, tem o direito de pedir em juízo a reparação dos danos injustamente causados à sua imagem pela conduta do eventual ofensor.

Ao analisar o teor da entrevista, Cueva considerou que o psiquiatra, “desviando-se do que realmente havia sido perguntado pelo entrevistador, passou a emitir opinião ofensiva e genérica em desfavor da instituição de ensino”.

Ânimo de ofender

Segundo o ministro, as declarações do entrevistado evidenciam seu ânimo de ofender a PUC, “já que a referida instituição não era sequer objeto da entrevista e nada do que se colheu das provas encartadas nos autos foi capaz de demonstrar a veracidade das agressivas manifestações expostas de modo irresponsável”.

Sobre a revisão do montante da indenização, o ministro afirmou que o STJ só aceita alterar esses valores quando são fixados pelas instâncias ordinárias em patamar ínfimo ou excessivo.

Ele considerou que o valor de R$ 10 mil estabelecido pelo TJSP “se revela até módico, haja vista a gravidade das acusações promovidas pelo recorrente em desfavor da instituição de ensino”, mas disse que o STJ não poderia aumentar o valor porque não houve recurso da universidade com esse pedido.


Fonte: STJ

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Dezoito capitais aumentam porcentagem de escolas com queda no Ideb

Dezoito capitais aumentaram a porcentagem de escolas em estado de alerta, de 2011 para 2013. São escolas que atendem estudantes dos anos iniciais do ensino fundamental - do 1º ao 5º ano, que tiveram queda no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) em 2013 e que não cumpriram a meta para o ano. Em números, são 894 escolas de um total de 2.974. Essas escolas também não atingiram o índice 6, que é a média dos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), e a meta brasileira para 2022. A Agência Brasil procurou algumas delas.
No Rio de Janeiro, a Escola Municipal Comenius está abaixo da meta desde 2009. Em 2013, a escola deveria ter alcançado Ideb de 5,3, mas caiu de 4,3 para 4,1. "Nossa escola foi esquecida. Há anos não é reformada. O prédio chama a atenção: é todo depredado", diz a diretora Susi Teixeira Gonçalves. Segundo ela, o centro de ensino atende estudantes do 4º ao 9º ano. Não ter uma formação completa nos anos iniciais é, segundo ela, um dos motivos para não conseguirem um bom desempenho no Ideb. "Teve um ano que recebemos dez ou 11 semianalfabetos. Recebemos estudantes de várias unidades escolares".

A escola fica em Bangu e, segundo a diretora, em área conflitante. A escola também tem problemas com o quadro de docentes e tem que remanejar as cargas horárias para atender às turmas. Susi diz que seriam necessários mais três professores de matemática, um de geografia, um de ciências e dois de artes para atender bem aos estudantes.

Em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, a escola municipal Professora Ione Catarina Gianotti Igydio vem de uma trajetória em que cumpre a meta do Ideb desde 2009. Em 2013, no entanto, caiu de 5 para 4,2 e ficou abaixo da meta (4,4). O diretor da escola, Juraci Felix da Rocha, diz que o problema enfrentado extrapola os muros da escola, que fica a algumas quadras do presídio de segurança máxima de Campo Grande, no Jardim Noroeste.

"A rotatividade na escola é muito grande. Do ano passado para cá, houve manifestação dentro do presídio e o que ocorre lá interfere aqui. São muitas crianças ligadas às famílias dos detentos", diz o diretor. Ainda segundo ele, a escola está localizada em uma região pobre e os alunos enfrentam diversos problemas familiares. Ele elogia o corpo docente e diz que foi feito um trabalho para que as famílias fizessem parte da formação dos estudantes, mas que "um pequeno percentual que acaba não participando, tem um impacto".

Ainda de acordo com Rocha, a escola fica próxima a uma aldeia indígena urbana e atende a 145 estudantes da comunidade. "Quando têm rituais ou celebrações, eles viajam, quando morre alguém, ficam 22 dias fora. Faltam muito e essas faltas acabam tendo um impacto na aprendizagem", analisa o diretor.

Quase 900 escolas públicas das capitais e do DF tiveram queda no Ideb
 

No Rio de Janeiro, o Ideb caiu de 5,4 para 5,3, cravando a meta. O número de escolas em situação de alerta, no entanto,  passou de 11,7% para 40,1%. Já em Campo Grande, o Ideb teve uma variação de 5,8 para 5,4, também cumprindo a meta de 5,3. Nessa capital, a porcentagem de escolas em situação de alerta passou de 2,4% para 30,5%. No outro extremo, na capital do Acre, Rio Branco, 86% das escolas cresceram no Ideb. O percentual em alerta diminuiu de 47,6% para 14,3%.
A escola Ione Portela da Costa Casas, na capital acreana, passou de Ideb 5 para 5,8 cumprindo a meta de 5,1 para 2013. "Temos um trabalho que vem se realizando há algum tempo, não necessariamente para a elevação do Ideb, mas para a elevação da qualidade de ensino. O Ideb é uma consequência maravilhosa", explica a coordenadora pedagógica da escola, Cleonice Duarte. De acordo com ela, a escola atende a crianças de bairros periféricos e a maior parte dos alunos é de famílias de baixa renda.

Como um dos fatores que ajuda no bom desempenho, ela diz que não há uma grande rotatividade de docentes no ensino fundamental e que muitos professores estão na instituição desde a fundação, há mais de 25 anos.

De acordo com a Secretaria Municipal de Educação de Rio Branco, no ano passado, foi feito um trabalho de formação com todas as escolas da rede municipal. Os professores foram semanalmente à secretaria, por seis meses, planejar as aulas e receber orientações. Os professores discutiam os problemas encontrados em sala de aula e receberam reforços em português e matemática, além da formação em outras áreas, já oferecida pela secretaria.

"Focamos no período porque acreditamos que quando trabalhamos muito bem os anos iniciais, os alunos vão tendo mais capacidade de assimilar melhor, compreender melhor", diz a coordenadora do Ensino Fundamental da secretaria, Gleicecléia Gonçalves de Souza.

Em nota, Secretaria Municipal de Educação do Rio de Janeiro diz: "mesmo tendo passado por uma greve de quase três meses, encerrada uma semana antes da aplicação da Prova Brasil, o Rio manteve os resultados alcançados em 2011". A secretaria diz ainda que das 80 escolas que estavam em estado de alerta, em 2011, 62 unidades saíram desse grupamento, em 2013.

"Desde 2009, a Prefeitura do Rio, por meio da Secretaria Municipal de Educação, vem investindo na melhoria da aprendizagem e também na estrutura da rede com o objetivo de dar um salto de qualidade na educação carioca. Uma série de programas e ações foi realizada, a partir de três medidas fundamentais: a adoção de um currículo básico para todas as escolas, com a produção do nosso próprio material pedagógico; a realização de provas bimestrais; e um programa intensivo e contínuo de reforço escolar", diz o órgão.

A Secretaria Municipal de Educação de Campo Grande foi procurada mas não respondeu à reportagem, até a publicação.

Os dados são do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), organizados pela plataforma de dados educacionais QEdu, uma parceria entre a Meritt e a Fundação Lemann, organização sem fins lucrativos voltada para a educação. O QEdu classifica as escolas de acordo com o índice como em situação de alerta, atenção, melhorar ou manter.


Fonte: Agência Brasil, em 25/9/2014.