Botões

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Rio de Janeiro poderá ter cota para pós-graduação

A Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) votará nesta quarta-feira (1/10), em primeira discussão, o projeto de lei 694/11, do deputado Zaqueu Teixeira (PT). Ele institui o sistema de cotas pra ingresso nos cursos de pós-graduação (mestrado e doutorado), cursos de especialização, aperfeiçoamento e outros instituídos nas universidades públicas estaduais, limitando a 30% do total de número de vagas existentes em cada uma das atividades oferecidas.

Pelo texto, que na Comissão de Constituição e Justiça ganhou caráter autorizativo e três emendas, serão beneficiados negros; índios; graduados da rede pública e privada de ensino superior; pessoas com deficiência; e filhos de policiais civis e militares, bombeiros e inspetores de segurança e administração penitenciária, mortos ou incapacitados em razão do serviço.


O projeto trata como estudante carente graduado da rede privada de ensino superior aquele que foi beneficiário de bolsa de estudo, do Programa de Financiamento Estudantil (Fies), do Programa Universidade para Todos (Prouni) ou outro tipo de incentivo do governo. Já os graduados da rede pública se valem da condição socioeconômica utilizada por órgãos oficiais.


O deputado lembra que o estado do Rio foi pioneiro no país ao estabelecer o sistema de cota para o ingresso nas universidades estaduais, sendo importante, no entanto, que ele se estendesse para as especializações. “A formação superior não é mais suficiente para garantir a inserção no mercado de trabalho. Daí a necessidade da especialização”, diz o deputado.


Fonte: Ascom/Alerj, em 1/10/2014.

sábado, 27 de setembro de 2014

Professor tem vínculo de emprego reconhecido com ajuda de conversas em rede social

A Justiça do Trabalho de Brasília reconheceu o vínculo de emprego de um professor de capoeira da Escola de Música Som de Tambores Ltda-ME por meio de conversas registradas na rede social Facebook. Segundo o juiz Almiro Aldino de Sáteles Junior, responsável pela decisão na 14ª Vara do Trabalho de Brasília, as testemunhas contribuíram pouco para solucionar a controvérsia do caso, pois elas não tinham quase contato com o autor da ação.
 
Com ajuda das mensagens trocadas pelo professor de capoeira com um representante da instituição de ensino, o magistrado constatou que havia uma relação de emprego. “As mensagens demonstram que o trabalho do autor não era sem remuneração”, pontuou o magistrado. O bate-papo também registrou a cobrança e a promessa de pagamento do empregado, bem como a solicitação de fotos e relatórios das aulas.


Trabalho voluntário

 

Em sua defesa, a Escola da Música alegou que o professor atuou de forma voluntária por dois meses em projeto social da Secretaria de Cultura do Distrito Federal, que oferecia cursos gratuitos de percussão, dança, áudio, vídeo e capoeira, para moradores da Estrutural. A instituição explicou ainda que o professor trabalhava apenas dois dias por semana e, em razão de sua desídia, não continuou no projeto.

“Não há que falar em trabalho voluntário do autor, uma vez que esse tipo de trabalho pressupõe atividade não remunerada, nos termos do art. 1º da Lei 9.608/98. Ademais, o trabalho voluntário deve ser prestado com a formalização de termo de adesão, na forma do art. 3º da referida legislação, termo esse que não foi firmado, conforme confessado pelo sócio da reclamada em seu interrogatório”, observou o juiz.


Em sua sentença, o magistrado decidiu reconhecer que o vínculo empregatício iniciou em 8 de janeiro de 2013 e foi rompido, por meio de rescisão indireta do contrato de trabalho, no dia 30 de junho de 2013. Com isso, a Escola de Música Som de Tambores deverá anotar a carteira de trabalho do professor de capoeira e pagar salário retido, aviso prévio indenizado, férias proporcionais, 13º salário proporcional, indenização pelos depósitos não realizados de FGTS, inclusive verbas rescisórias e multa de 40%.



Fonte: Granadeiro Advogados com o Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região Distrito Federal e Tocantins.

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Cresce número de crianças com mais de 4 anos na escola

O número de crianças entre 4 anos e 5 anos na escola chegou a 81,2%, o que significa crescimento de 3,1 pontos percentuais em relação ao ano de 2012 (78,1%). Os dados fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2013, divulgada no dia 18/9, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Já a taxa na faixa etária de 6 a 14 anos na escola, que corresponde ao ensino fundamental, chegou a 98,4%.

De acordo com a coordenadora da pesquisa, Maria Lucia Vieira, o aumento no número de crianças na escola pode estar relacionado ao fato de que mais mulheres estão entrando para o mercado de trabalho. “As crianças precisam ir mais cedo para as escolas e creches, e esse percentual cresce especialmente na Região Nordeste”, explicou. No Nordeste, a taxa nos primeiros anos escolares alcançou 86,9%, e junto com os 84,9% na Região Sudeste influenciaram a alta da média nacional. No Norte, o percentual era 67,9%; no Sul, 72,9%; e no Centro-Oeste, 72,1%.

 
A taxa de escolarização de adolescentes, entre 15 e 17 anos, alcançou 84,3% no ano passado, ante 84,2% no ano anterior. Entre os jovens de 18 e 24 anos, a taxa cresceu 29,3%, em 2012, para 30,1% no ano passado. Para pessoas com 25 anos ou mais, a taxa de escolarização manteve-se em 4,1%.


A proporção de estudantes com 4 anos ou mais de idade na rede pública de ensino era 72,9%. No ensino fundamental, 85,7% dos alunos estavam em escolas públicas, e no ensino médio, a proporção chegou a 86,8%. Somente 25,2% dos estudantes de nível superior, incluindo mestrado e doutorado, frequentavam instituições públicas.


Ao todo, 76,5% dos estudantes estavam na rede pública, no ano passado, equivalentes a 41,1 milhões de pessoas. O número médio de anos de estudo no Brasil era 7,7 anos em 2013, um pouco acima dos 7,5 anos registrados em 2012.


Houve aumento do número médio de anos de estudo em todas as regiões. A média mais alta é no Sudeste, com 8,3 anos, e a mais baixa no Nordeste, com 6,6 anos. A análise por sexo mostrou que as mulheres têm mais anos de estudo, em todas as regiões. Elas ficam, em média, 0,5 ano a mais na escolas. Diferença que aumenta para 0,8 ano no Nordeste.


A Pnad é feita anualmente e revela dados sobre população, migração, educação, trabalho, rendimento e domicílios. Os resultados de 2001 a 2012 foram ponderados com base na última projeção da população.


Fonte: Agência Brasil, em 18/9/2014.

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Brasil tem 22 universidades entre as melhores do mundo

A Universidade de São Paulo ficou na 132ª posição no QS World University Ranking 2014, divulgado ontem (15). O resultado representa queda de cinco posições em relação ao ano passado, quando a instituição havia ficado na 127ª posição. Ao todo, 22 universidades brasileiras estão entre as 800 melhores do mundo: 14 são federais, cinco estaduais e três particulares.

Entre as dez melhores do ranking, seis são americanas e quatro britânicas. O Instituto Tecnológico de Massachussets (MIT), que fica nos Estados Unidos, ocupa a primeira posição, seguido da Universidade de Cambridge e da Imperial College, ambas situadas na Inglaterra.

Quando comparada apenas a instituições da América Latina, a USP ocupa a segunda posição do ranking, com 98,2 pontos, atrás apenas da Universidade Católica do Chile. Outras cinco universidades brasileiras figuram entre as dez mais bem posicionadas entre as latino-americanas: a Universidade Estadual de Campinas (terceira), a Universidade Federal do Rio de Janeiro (quarta), a Universidade Estadual Paulista – Unesp (nona), e a Universidade Federal de Minas Gerais (décima).

No ranking das 200 melhores instituições localizadas nos países do bloco Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), apenas duas brasileiras estão entre as dez primeiras: a Universidade Federal de São Paulo (7º), e a Universidade Estadual de Campinas (9º). A primeira no Brics é a Universidade de Tsinghua, na China.

O QS World University Ranking tem reconhecimento mundial e é realizado anualmente desde 2004. A metodologia de pesquisa considera a reputação da universidade na visão dos estudantes e dos empregados; a estrutura da instituição, incluindo a média de estudantes por professor; as citações em trabalhos de pesquisa e a presença de alunos e colaboradores internacionais.


Confira a lista das instituições brasileiras no ranking QS 2014:

Universidade de São Paulo (USP) – 132 lugar
Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) – 206 lugar
Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) – 271 lugar
Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (Unesp) e Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) - 421-430*
Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) - 451-460
Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) - 471-480
Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) - 501-550
Pontificia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) – 551-600
Universidade de Brasília (UnB) – 551-600
Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) - 551-600
Universidade Federal da Bahia (Ufba) – 601 - 650
Pontificia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS) – 651-700
Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) – 651-700
Universidade Federal do Paraná (UFPR) – 651-700
Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) – 701-800
Universidade Estadual de Londrina (UEL) – 701-800
Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) – 701-800
Universidade Federal de Viçosa (UFV) – 701-800
Universidade Federal do Ceará (UFC) – 701-800
Universidade Federal do Pernambuco (UFPE) – 701-800
Universidade Federal Fluminense (UFF) – 701-800


Fonte: Ascom USP, em 16/9/2014.

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Hoje é Dia de Festa! Posse da nova diretoria do Sinpro-Rio

A nova diretoria do Sinpro-Rio, eleita para o triênio 2014-2017, tomará posse em solenidade que será realizada hoje (19/9), às 20 horas, no Colégio Pedro II, unidade Tijuca.

Conheça a nova diretoria eleita:

DIRETORIA EXECUTIVA
 

Presidente: Oswaldo Luis Cordeiro Teles
1º Vice-Presidente: Afonso Celso Teixeira
2º Vice-Presidente: Dilson Ribeiro da Silveira
1º Secretário: Marcelo Pereira
2º Secretário: João Jorge de Araújo Armênio
1º Tesoureiro: Antonio Rodrigues da Silva
2º Tesoureiro: Arnaldo Borba Junior
Procurador: Elson Simões de Paiva
2º Procurador: Fátima Rodrigues da Silva
Diretor de organização Sindical: Hélio de Oliveira Maia
Diretor de Comunicação: Márcio Franco Xavier Vieira
2º Diretor de Comunicação: Marina Job Vasques Espírito Santo
Diretor de Patrimônio: Leila dos Santos Azevedo
Diretor de Educação e Cultura: Yara Maria Pereira
2º Diretor de Educação e Cultura: Ana Cláudia de Souza Nogueira


CONSELHO FISCAL
 

João Paulo Câmara Chaves
Wellington Freitas da Silva
Fernando Luis Di Giorgio
Marcos Alexandre Souza Gomes
Ricardo Carvalho de Faria
Adalgiza Burity Silva 


FEDERAÇÃO
 

Fábio Rodrigo Conde
Deyse de Souza Coutinho
Paulo Roberto Gentil Leal  

Luciano Wilser da Costa Zarur 

DIRETORES DE ZONAIS

Zonal Centro
Vânia Siciliano Aieta
Fábio Tadeu de Macedo Santana
 

Zonal Sul
Antônio César Pereira
Neide Hanan
 

Zonal Tijuca
Maria Marta de Andrade Cerqueira
Ivan Guimarães Proença
 

Zonal Barra/Jacarepaguá
Ireni Felizardo
Gustavo Henrique Cornélio
 

Zonal Méier
Marco Túlio Paolino
Jayram Saraiva Uchoa
 

Zonal Central
Luiz Henrique Rodrigues Bandeira
Eliza Barbosa de Souza Estevão
 

Zonal Oeste (Campo Grande)
Cristina Teodoro
Valéria Cristina Rezende Lobo
 

Zonal Leopoldina
Márcio Antônio Guimarães Aguiar
André Luiz de Azevedo
 

Zonal Ilha do Governador
Orlando Falsett Filho
Marcelo Ferreira de Santanna

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Demissão no Colégio Andrews tem motivação política e financeira

A diretoria do Colégio Andrews demitiu, no último dia 11 de setembro, de forma sumária, um de seus professores, causando perplexidade e indignação. Tal arbitrariedade deveu-se a uma questão de prova aplicada pelo mesmo, na qual comparava o massacre dos palestinos promovido pelo governo de Israel à barbárie desencadeada pelo nazismo, particularmente o holocausto, que vitimou cerca de seis milhões de judeus na Segunda Guerra Mundial.

A demissão de um professor por trabalhar contextos sociais e históricos passíveis de debates e de diferentes opiniões em provas é um absurdo, na medida em que o mesmo não teve seus direitos preservados e teve sua figura exposta de forma constrangedora, ferindo sua integridade pessoal e profissional. Coube a direção arbitrar, demitindo sumariamente o professor sem problematizar ouvindo outros pontos de vista e, assim, desrespeitando sua cátedra na sua livre ação docente. Classificar a condenação ao massacre dos palestinos pelo atual governo do Estado de Israel como "antissemitismo" é um erro! Já são públicas as manifestações de vários intelectuais e setores da sociedade israelense com críticas ao governo de Israel, expressando livremente diferentes posicionamentos, especialmente no que se refere aos ataques a civis palestinos. 

Não há discriminação em identificar criticamente a agressão presente naquele Estado ao povo palestino. Condenar e censurar textos ou charges que expressem tal interpretação daquela realidade geopolítica, classificando-os como "inadequados", é manipulação da prática pedagógica e um ataque à liberdade de expressão e opinião dos professores, o que está acontecendo nesta escola, que se recusa ao debate e a enfrentar o contraditório. 

É inadmissível que uma escola reproduza a falta de liberdade dominante na grande mídia. Um professor, deve discutir com os estudantes os temas da atualidade, principalmente sob a ótica humanista, já que a guerra e os conflitos armados provocam inúmeras mortes injustificáveis. 

A diretoria eleita do Sinpro-Rio repudia veementemente a demissão arbitrária perpetrada pela direção do colégio, que, sob a égide de “respeitar as diferenças”, cedeu a uma pressão política e ideológica.Esse tipo de atitude patronal é significativa e representa a ponta de um iceberg. A censura e a arbitrariedade são contrárias a autonomia pedagógica tão necessária para romper a cultura dominante, notadamente voltada para as elites. 

Adotaremos todas as ações para garantir os direitos do professor e a liberdade de pensamento, imprescindível na construção da democracia e de uma nação soberana.

A Diretoria eleita do Sinpro-Rio

quarta-feira, 17 de setembro de 2014

Brasil investe mais no ensino superior do que no básico

No Brasil, as instituições públicas de ensino superior gastam quatro vezes mais por aluno do que gasta no ensino fundamental por estudante. De acordo com o relatório Education at a Glance, divulgado no dia 9 pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), essa é a maior diferença de gasto entre níveis educacionais dentre todos os países do grupo. Os dados do relatório são de 2011.

O gasto por cada aluno da educação superior corresponde a 93% do Produto Interno Bruto (PIB) per capita brasileiro. O documento faz a ressalva de que entre, 1995 e 2011, o gasto por aluno na educação básica cresceu por volta de 128%, enquanto decresceu no nível superior.


O governo brasileiro gastou em educação 19% do total de seu gasto público, acima da média da OCDE, de 13%. Com isso, no ranking dos países, o Brasil é o quarto mais alto.  Segundo o relatório, o Brasil investe quase um terço em educação do que investem, na média, os países da OCDE;  O levantamento mostra também que, em relação ao PIB, o investimento brasileiro está acima da média desses países.


O gasto público total em educação representou 6,1% do PIB, e está também acima da média da OCDE de 5,6%, assim como acima de outros países latino-americanos como Chile (4,5%), México (5,2%), e Colômbia (4,5%). "De fato, o gasto com instituições educacionais tem aumentado em um ritmo mais acelerado que o PIB no período de 2000 a 2011", diz o relatório.


O ministro da Educação, Henrique Paim, comentou o resultado em coletiva de imprensa nesta terça-feira. "Temos tido uma evolução desse valor por aluno ao longo dos anos, temos feito um esforço para ampliar", disse. Segundo ele, em 2012 (os dados da pesquisa da OCDE são de 2011), o investimento em educação em relação ao PIB aumentou para 6,4%. Sobre a relação entre o financiamento do ensino superior e básico, ele diz que a diferença tem diminuído.


"A questão do financiamento é um dos elementos que determinam a qualidade. Tem outros elementos, como a formação dos professores, a complexidade da gestão do ensino fundamental e médio", acrescentou.


Fonte: Agência Brasil, em 9/9/2014.

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Educação do Rio é quarta colocada na avaliação do Ideb

A rede estadual de educação (Seeduc) do Rio obteve a quarta colocação do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), em avaliação nacional do Ministério da Educação nos últimos dois anos. Para o secretário de Educação, Wilson Risolia, o resultado pode ser avaliado positivamente, mesmo com a greve dos professores do ano passado, que durou mais de dois meses. Risolia anunciou no dia 8/9 a liberação de R$68 milhões para beneficiar aproximadamente 20 mil servidores de 402 unidades escolares.

A nota de 3,66 no ranking Ideb 2013/2014 foi divulgada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Apenas Goiás, com 3,8, e São Paulo e Rio Grande do Sul, tiveram  notas maiores que a do Rio de Janeiro. A meta da secretaria era ficar entre os cinco primeiros e, de acordo com Risolia, o resultado foi alcançado.


"Tivemos a terceira maior nota do Brasil. Era o que esperávamos. Evidente que a gente ficou feliz, porque isso é fruto de um trabalho coletivo muito duro. Os professores foram fantásticos. Eles apoiaram o projeto desde o começo. Sabíamos que não era uma meta simples para cumprir, mas fomos felizes no convencimento, principalmente neste último ano, quando fomos testados. Tínhamos consciência de que a meta era muito agressiva. Saímos de 26º para o quarto lugar”, comemorou o secretário.


A carência de professores ainda é evidente na educação estadual, mas, segundo Wilson Risolia, o trabalho coletivo conseguiu reduzi-la de 12 mil para 700 professores. 


Fonte: Agência Brasil, em 8/9/2014.

sábado, 13 de setembro de 2014

Seminário Internacional de Psicopolítica e Consciência

1º Seminário Internacional de Psicopolítica e Consciência: para superar a discriminação, uma realização do NETCCON.Núcleo de Estudos Transdisciplinares de Psicopolítica e Consciência-ECO.UFRJ, em parceria com o NUMARK-Núcleo de Marketing-ECO.UFRJ e a Universidad de La Frontera, Chile, vai acontecer no Instituto INFNET, nos dias 23 e 24 de Setembro, à Rua São José, 90/2º andar, Centro-Rio, das 14h às 22h.

Esta realização conta com o apoio do Instituto INFNET, d'O Instituto, da Casa Fluminense, da Agência 180º e do CONICYT-Comisión Nacional de Investigación Científica y Tecnológica-Ministerio de la Educación, Chile. A entrada é gratuita e quem participar dos dois dias receberá Certificado.

O Seminário vai aprofundar as investigações e intervenções a respeito de como os indivíduos e culturas são atingidos pela discriminação construída pela Mídia e pela Justiça em Conflitos Sociais e por Processos Eleitorais, e como eles emergem deste processo ou como sujeitos que subjugam outros ou como sujeitos emancipados e emancipadores, e que, assim, organizados em rede, mudam tal opinião sob formas de lutas não-violentas.

O Seminário inova tanto na maneira de tratar o tema quanto em sua forma, pois a cada duas horas de exposição o público-participante terá 1h30m para conversar entre si e com os expositores sobre os aspectos abordados.

Dentre os presentes ao Seminário estão, por exemplo, Michel Misse, do NECVU-IFCS.UFRJ, Carlos del Valle, da Universidad de la Frontera-Chile, Marcelo Serpa, do NUMARK, Afonso Celso Teixeira, do Sindicato dos Professores do Município do Rio de Janeiro, Evandro Vieira Ouriques, do NETCCON, Carlos Meijueiro, do Norte Comum, Frinéa Souza Brandão, da NeuroFocus, Victor Hugo Rodrigues, do Honório Gurgel Coletivo, Lorena Aja Eslava Eslava, da Universidad del Magdalena, Colômbia, Luck Gbcr, da Universal Zulu Nation-Brasil, Léo Lima, do Cafuné na Laje, Paula Mairán, Presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro, e Ratão Diniz, do Projeto Revelando os Brasis-MinC.

O Seminário reune pesquisadores associados ao NETCCON.ECO.UFRJ do Brasil, Chile e Colômbia -especialistas em análise crítica e superação da produção midiática e jurídico-judicial de discriminação em conflitos sociais, opinião pessoal, opinião pública, comunicação política eleitoral, não-violência e movimentos de mudança em rede- com especialistas não-acadêmicos e lideranças sociais e comunitárias também associados a este grupo de pesquisa e intervenção ou com ele relacionados.

O dia 23 será dedicado à Visões Compartilhadas, quando quatro especialistas apresentarão os fundamentos envolvidos no tema, e o dia 24 será dedicado por sua vez aos Territórios Compartilhados, quando treze especialistas acadêmicos e não-acadêmicos e lideranças sociais (coletivos e redes) tratarão das conexões entre suas áreas de atuação e o tema do Seminário, sendo que em alguns casos eles já estão aplicando a perspectiva psicopolítica da teoria social em seus territórios.

Os Convidados

Os especialistas acadêmicos são: Michel Misse, Coordenador do Núcleo de Estudos da Cidadania, Conflito e Violência Urbana-IFCS.UFRJ, um dos maiores especialistas na área; Carlos del Valle Rojas, Decano de Educação, Ciências Sociais e Humanidades da Universidad de La Frontera, Chile, especialista-chave no conflito entre o Estado nacional chileno e o Povo Mapuche; Marcelo Serpa, especialista em comunicação política eleitoral, e que fez as duas campanhas presidenciais de Hugo Chavéz; Claudio Rabelo, da Universidade Federal de Santa Maria; Lorena Aja Eslava, Diretora do Programa de Antropologia da Universidad del Magdalena, e Eduardo Forero, do mesmo Programa da UM, especialistas na superação da discriminação contra os povos ancestrais da Sierra Nevada de Santa Marta, Colômbia; Maria Isabel Noreña, da UNIMINUTO, Colômbia, especialista em sistemas ancestrais e novas tecnologias; e Evandro Vieira Ouriques, coordenador do NETCCON, coordenador-geral do Seminário e criador da perspectiva psicopolítica da teoria social;

Os especialistas não-acadêmicos e lideranças da sociedade civil são Afonso Celso Teixeira, vice-presidente do Sindicato dos Professores do Município do Rio de Janeiro e Região; Frinéa Souza Brandão Brandão, diretora da NeuroFocus Psicoterapias; Evandro Rocha, pedagogo comunitário; Carlos Meijueiro, do Coletivo Norte Comum; Ratao Diniz Diniz, do Imagens do Povo, Coletivo Favela em Foco e Projeto Revelando os Brasis-MinC; Léo Lima, do Cafuné da Laje; Anápuáka Muniz TupinambáTupinambá Hãhãhãe, Coordenador Rede de Cultura Digital Indígena; Luck Gbcr, da Universal Zulu Nation, Brasil; e Victor Hugo Rodrigues, do Honório Coletivo, que é também o produtor e assistente da coordenação do 1º Seminário Internacional de Psicopolítica e Consciência: para superar a discriminação.

O Programa

23 de Setembro de 2014
VISÕES COMPARTILHADAS

14h - Abertura
Evandro Vieira Ouriques, Coordenador do NETCCON.ECO.UFRJ, e Marcelo Serpa, Coordenador do NUMARK.ECO.UFRJ -Coordenadores do Seminário- Representante do INFNET, e Samuel Ossa, Consul-Geral do Chile.

14h30m às 16h30m
1a. Sessão

- Sujeição criminal: Quando o crime constitui o ser do sujeito
Michel Misse
Coordenador do Núcleo de Estudos de Cidadania, Conflito e Violência Urbana-IFCS-UFRJ

- Argumentaciones discriminatorias en las sentencias penales de imputados mapuches en los tribunales de la región de La Araucanía, Chile: Crítica a la 'certeza moral' como razonamiento hegemónico
Carlos Felimer Del Valle Rojas
Decano de Educación, Ciencias Sociales y Humanidades, Universidad de La Frontera, Temuco, Chile

16h30m às 18h
1h30m de Interação Público e Expositores

18h às 18h30m
Confraternização

18h30 às 20h30m
2a. Sessão

- Opinião Pessoal e Opinião Pública
Marcelo Serpa
Coordenador do NUMARK-Núcleo de Marketing-ECO-UFRJ

- Psicopolítica e Consciência: para superar a discriminação
Evandro Vieira Ouriques
Coordenador do NETCCON-Núcleo de Estudos Transdisciplinares de Comunicação e Consciência-ECO-UFRJ

20h30m às 22h
1h30m de Interação Público e Expositores

24 de Setembro de 2014
TERRITÓRIOS COMPARTILHADOS

14h às 16h
1a. Sessão
Mediação: Casa Fluminense

- Temos o dever moral de desobedecer a estados mentais violentos
Evandro Rocha
Pedagogo Comunitário, Amparo, Nova Friburgo

- Yuluka y Zhigonezhi: principios del pensamiento indigena para la resilencia
Lorena Aja Eslava
Diretora do Programa de Antropologia, Universidad del Magdalena, Colombia

- Tecnologias da sociabilidade contemporânea e formação da opinião
Claudio Cláudio Rabelo
Universidade Federal de Santa Maria

- Pueblo Misak, del destierro a la resistencia: emergencia de lo ancestral en el mundo contemporáneo
Maria Isabel Noreña
Universidad Minuto de Dios, Colombia

- Fortalecer imagens interiores
Ratão Diniz
Imagens do Povo, Coletivo Favela em Foco e Projeto Revelando os Brasis-MinC

- O jornalista precisa conhecer a própria identidade do que é ser jornalista para cumprir seu papel na sociedade
Paula Máiran
Presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro

- Reich, Acontecimentos Sociais e Processos Psíquicos
Frinéa Souza Brandão
Diretora da NeuroFocus Psicoterapias

16h às 17h30m
1h30m de Interação Público e Expositores

17h30m às 18h
Confraternização

18h às 20h15m
2a. Sessão
Mediação: George A. de Araujo

- Lembrar da luta de meus ancestrais me faz forte no respeito ao outro e no encontro do que nos une
Anapuaka Tupinambá Hãhãhãe
Coordenador da Radio Yandê, do Grupo Raízes Históricas Indígenas e da Rede de Cultura Digital Indígena

- Emancipação no Hip Hop, a questão do Quinto Elemento
Luck Gbcr
Universal Zulu Nation, Brasil

- Valores ancestrales en la resiliencia de liderazgos en el Caribe colombiano
Eduardo Forero
Programa de Antropologia, Universidad del Magdalena, Colombia

- Reconhecendo Potências Emancipadoras
Victor Hugo Rodrigues
Honório Gurgel Coletivo

- Autorrepresentação e Protagonismo: a experiência do Cafuné na Laje
Léo Lima
Cafuné na Laje

- Produção de encontros na zona norte do rio: ser o que eu quero pro mundo
Carlos Meijueiro
Norte Comum

- Proteger-me de mim mesmo para ser fiel ao que me fez ser dirigente sindical
Afonso Celso Teixeira
1º Vice-Presidente do Sindicato de Professores do Município do Rio de Janeiro e Região

20h15m às 21h45m
1h30m de Interação Público e Expositores

21h45m - 22h
Conclusões e Futuro


A Coordenação-geral do Seminário é de Evandro Vieira Ouriques, e a Produção e Assistência de Coordenação é de Victor Hugo Rodrigues.


Prof. Dr. Evandro Vieira Ouriques
Coordenador, NETCCON.ECO.UFRJ
Núcleo de Estudos Transdiciplinares de Psicopolítica e Consciência
Supervisor de Pesquisas de Pós-Doutorado, PACC.FCC.UFRJ
Programa Avançado de Cultura Contemporânea
Vice-Coordenador do GT Comunicación y Estudios Socioculturales, ALAIC                                                
Asociación Latinoamericana de Investigadores de la Comunicación   
Acadêmico Correspondente da AGLP
Academia Galega da Língua Portuguesa                             
http://www.evandrovieiraouriques.com.br
http://www.pacc.ufrj.br/pos-doutorado/equipe-2/
http://ufrj.academia.edu/EvandroVieiraOuriques
@EvandroOuriques
skype: evandrovieiraouriques