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terça-feira, 24 de maio de 2016

Trabalhador é indenizado por universidade pelo uso da imagem e da voz

Por unanimidade, a Segunda Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 24ª Região condenou uma universidade de Campo Grande a pagar indenização a um supervisor de informática pelo uso de sua imagem e voz. Segundo o trabalhador, ele gravou um vídeo para treinamento que foi transmitido para outros pólos de ensino da reclamada, mas não recebeu pela tarefa conforme teria sido combinado com a empresa. Já a universidade alegou desconhecer a solicitação desse material ao reclamante bem como a existência de qualquer ajuste de pagamento.

No Primeiro Grau, a 6ª Vara do Trabalho de Campo Grande rejeitou o pedido do trabalhador por entender não se tratar de um treinamento específico. A defesa recorreu ao TRT/MS sustentando que o trabalhador licenciou o uso da imagem e voz pessoal pelo período de 12 meses, por meio de contrato verbal, pleiteando a indenização por esse uso.


O relator do recurso, Desembargador Francisco das C. Lima Filho, explica que o direito à imagem e à honra é um dos bens pessoais protegidos pela Constituição Federal. "O direito à imagem, na perspectiva constitucional e enquanto direito fundamental inerente à dignidade humana, deve ser entendido como incluindo todas as formas de representação visual dos traços físicos da pessoa sobre um suporte qualquer e ainda de representação ou identificação da pessoa, entre as quais se inclui a voz".


O magistrado ainda esclarece que no âmbito das relações laborais o trabalhador tem o direito à própria imagem e que o empresário não pode "valer-se da imagem ou da voz do trabalhador para fazer propaganda ou outro tipo de uso, especialmente com finalidade lucrativa, pois esse procedimento atenta contra a garantia prevista no art. 5º, inciso X da Carta da República, salvo quando assim tiver pactuado e para tanto, remunere devidamente pelo uso".


No caso em análise, o trabalhador confessou que autorizou a empresa a gravar o vídeo com instruções direcionadas aos polos de ensino da universidade para o envio de documentos de forma padronizada a fim de otimizar a realização do setor de logística. Para o relator do recurso fica comprovado que a imagem e a voz do trabalhador foram usadas com fins lucrativos, ainda que com autorização, o que garante o direito à indenização conforme estabelece o Código Civil.


"Desse modo, como suas atribuições enquanto supervisor de atividades informáticas não albergam, por óbvias razões, esse tipo de labor, deve a acionada indenizar pelo uso que fez em proveito comercial da imagem e voz do trabalhador. Entendo, pois, razoável arbitrar uma indenização pecuniária por esse uso, no valor da maior remuneração percebida pelo autor no curso da relação de emprego.


Quanto ao dano moral, todavia, não vejo como deferir a pretensão, à medida que o próprio autor confessa a existência de um contrato verbal e, portanto, autorização para aquele uso, não havendo cogitar de qualquer ilicitude" – é o voto do relator.

Fonte: Granadeiro Advogados com o Tribunal Regional do Trabalho, 24ª Região Mato Grosso do Sul, em 6/5/2016.

quinta-feira, 19 de maio de 2016

Professora italiana é intimada pela PF por exercer atividade política

Intimada pela Polícia Federal para esclarecer acusação sobre participação em movimentos políticos, a professora italiana Maria Rosaria teve um Habeas Corpus impetrado em seu favor pelo Ministério Público Federal na segunda-feira (16/5). Ela deverá comparecer à delegacia para interrogatório no dia 20 de julho.

A professora, que mora no Brasil há 8 anos e dá aulas de Direito do Trabalho e de Introdução ao Estudo do Direito na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), é acusada de militância em partidos políticos e participação em atividades partidárias e sindicais. A prática é um crime definido pela Lei 6.815/1980.

Conhecida como Estatuto do Estrangeiro, a Lei 6.815/1980 foi promulgada em 1980, durante a ditadura militar, pelo presidente João Figueiredo e seus artigos 106 e 107 proíbem as pessoas que não são brasileiras de exercer atividades de políticas, organizar passeatas ou participar de sindicatos e manifestações no país.

A norma foi lembrada recentemente. Em abril deste ano, durante os atos relacionados ao impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff, a Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef) publicou nota dizendo que estrangeiros que participassem de manifestações poderiam ser detidos e expulsos do país.

O Judiciário brasileiro tem decisões contrárias ao entendimento da Fenapef. Em 1996, o desembargador federal aposentado Célio Benevides julgou um HC apresentado por José Lopez Feijóo, um metalúrgico espanhol radicado no Brasil, que participava da Comissão de Fábrica dos Trabalhadores na Ford.

Assim como a professora italiana, ele era alvo de inquérito policial que o acusava de ilegalmente atuar em organização sindical. "A atual Constituição não recepcionou o dispositivo do Estatuto do Estrangeiro que veda a participação de estrangeiro na administração ou representação de sindicato, consagrando a plena liberdade sindical", explicou o desembargador à época.

Para Edmundo Antônio Dias, um dos procuradores que assinam o HC, a investigação da PF contraria preceitos fundamentais da Constituição. "O Estatuto do Estrangeiro tem dispositivos que claramente não são compatíveis com o Estado Democrático de Direito e não foram recepcionados pela nossa Constituição. Nosso ordenamento jurídico estabelece isonomia de direitos entre brasileiros e estrangeiros residentes no país."

Dias aponta ainda uma inconsistência na leitura apresentada pela Polícia Federal. "A legislação obriga a professora a manter em dia a contribuição sindical. Ou seja, ela financia uma entidade da qual não pode participar?". Para o procurador, o direito de Maria Rosaria de se filiar a sindicatos está assegurado não só na Constituição, como também em diversos tratados internacionais dos que o Brasil é signatário.

O Artigo 16º do Pacto de San José da Costa Rica, por exemplo, estabelece que "todas as pessoas têm o direito de associar-se livremente com fins ideológicos, religiosos, políticos, econômicos, trabalhistas, sociais, culturais, desportivos ou de qualquer outra natureza". O procurador considera que a atitude da PF gerou constrangimento abusivo à professora, pois a intimação foi encaminhada ao reitor da UFMG, Jaime Ramírez.

Na manhã da segunda-feira (16/5), Ramírez, e o diretor da Faculdade de Direito, Fernando Jayme, manifestaram seu apoio à professora. Em nota, professores e estudantes da UFMG também a defenderam.

O texto considera que a intimação da Polícia Federal é uma forma de intimidar a professora. "Defendemos que a militância política em seu sentido de cidadania seja dever e direito de todo cidadão e, em especial, daqueles e daquelas que se dedicam à educação do povo brasileiro."


Fonte: Conjur, em 18/5/2016.

quarta-feira, 18 de maio de 2016

Pesquisa mostra as mudanças no segmento de educacional

A Associação das Agências de Intercâmbio (Belta) apresentou em, 04 de maio de 2016, os dados da "Pesquisa Selo Belta", a nova pesquisa de mercado que mostra como o segmento de intercâmbio se comportou em 2015.

"A pesquisa foi elaborada a partir do cruzamento de dados de dois estudos simultâneos: um junto a 135 agências de intercâmbio, e outro com 1.925 estudantes, tanto com os que já viveram a experiência do intercâmbio educacional como com os que possuem interesse em realizá-lo nos próximos meses. Esse cruzamento de dados é inédito nas pesquisas encomendadas pela Belta", disse Maura Leão, presidente da Belta.

Os dados mostram que os cursos de idioma continuam sendo os principais produtos comercializados pelas agências de intercâmbio. Os programas de ensino médio (high school), curso de férias para jovens e de idioma com trabalho temporário completam as lista dos quatro serviços.

Houve uma mudança de cenário quanto aos destinos mais procurados. Na pesquisa divulgada pela Belta em 2013 Canadá, Estados Unidos e Reino Unido figuravam no topo dos três destinos preferidos dos estudantes brasileiros, na "Pesquisa Selo Belta" de 2016 Canadá e Estados Unidos se mantiveram como destinos mais procurados, a Austrália pulou do 5º para o 3º lugar.
   
"A pesquisa que realizamos validou o que já experimentamos no dia a dia: Canadá como país que ocupa primeiro lugar entre os destinos por conta da relação custo/benefício e cotação da moeda, apesar de os Estados Unidos ainda serem o país do sonho", disse Maura Leão.

No ranking dos dez destinos mais procurados estão: Irlanda, que se manteve em 4º, Nova Zelândia, que passou de 7ª para 5ª, Malta, que aparece pela primeira vez no ranking, África do Sul, que avançou duas posições e é o 8º destino, seguido de França, que caiu uma posição, e Espanha, que passou de 6ª para o 10º destino.

"Foram muitos os aspectos que influenciaram nas escolhas desses países: custo de vida e moedas mais favoráveis, assim como a possibilidade de realizar programas de estudo combinados com o trabalho legalizado", disse Maura Leão. 

A média de permanência dos estudantes brasileiros no exterior se mantém de um a três meses e se na pesquisa anterior a faixa etária que liderava a busca por educação internacional era dos 18 a 30 anos, nessa é a de 22 a 24 anos, seguida pelo grupo que vai de 25 a 29 anos. Depois aparecem os grupos de 18 a 21 anos e dos 15 aos 17 anos.

Dos estudantes que realizaram intercâmbio, 49% informaram que a fonte financiadora de sua viagem foi a poupança pessoal, 40,6% disseram que foi a família que arcou com os custos. As demais porcentagens se referem a bolsas de estudos ofertadas através de órgãos governamentais nacionais e internacionais.

Para os intercambistas os principais influenciadores são os amigos, seguidos de sites especializados em viagens educacionais, feiras, família e agências de intercâmbio. "A alta procura pelo trabalho da agência de intercâmbio, que não deixa de ser uma consultoria especializada em educação internacional, se deve à confiança, à facilidade de contato com a instituição de ensino, ao atendimento personalizado, valor oferecido e às formas de pagamento", disse Maura Leão.

A pesquisa feita com os estudantes que realizaram intercâmbio mostrou ainda que a principal motivação deles foi: o interesse em investir em uma formação internacional, poder realizar o sonho de conhecer países e culturas diferentes, aprender ou aprimorar um novo idioma, assim como ter uma experiência de vida internacional capaz de conciliar estudo com trabalho e turismo.
 
"Além disso, o intercâmbio aparece claramente na pesquisa como uma forma de se obter diferencial na carreira profissional para aumentar a empregabilidade, fator esse de fundamental importância num momento de crise como este que estamos passando", disse Maura Leão.

"Dos tipos de intercâmbio que os futuros intercambistas disseram desejar fazer os seis primeiros estão relacionados à carreira, são eles: curso de idioma com trabalho temporário, curso de idioma, pós-graduação (Mestrado, Doutorado, MBA ou Master), graduação e curso profissionalizante", disse Maura Leão.
  
Metodologia da pesquisa

A "Pesquisa Selo Belta" 2016 foi executada pelo Grupo de Pesquisa Mobilidades – A vivência Acadêmica Internacional através de questionário quantitativo, aplicado de forma on-line, em nível nacional. 

Nas principais questões do instrumento de coleta foi utilizado o recurso de construção de rankings, segundo o qual uma pontuação é dada a cada resposta de acordo com a posição atribuída aos itens na classificação feita pelo respondente. (Ex: 1º lugar: 20 pts; 2º lugar: 19 pts; ....; 20º lugar: 1 pt).

No questionário para as agências de intercâmbio foram selecionadas 135 empresas, sendo que 115 são agências de intercâmbio Selo Belta. Essas empresas possuem 925 pontos de vendas e a maior concentração está na região Sudeste, seguido do Sul, Nordeste, Centro Oeste e Norte.

Na pesquisa realizada com os estudantes, dos 1915 respondentes, 58% são brasileiros interessados em realizar intercâmbio e 42% foram estudantes que já realizaram em algum momento da vida uma viagem educacional (desse montante 19,9% disseram ter feito o intercâmbio em 2015). As maiores concentrações dos estudantes entrevistados estão na região Sudeste, seguido de Sul, Nordeste, Centro Oeste e Norte.

Fonte: Ascom Belta, em 4/5/2016.

terça-feira, 17 de maio de 2016

Mantenedora da UniverCidade e Gama Filho vai à falência

A Justiça do Rio decretou a falência da sociedade empresária Galileo Administradora de Recursos Educacionais, mantenedora das instituições de ensino superior Centro Universitário da Cidade (UniverCidade) e Universidade Gama Filho. Na decisão, o juiz Fernando Cesar Ferreira Viana, titular da 7ª Vara Empresarial do Rio revogou o deferimento da recuperação judicial solicitado pela empresa, destacando a falta de atividade empresarial e a inexistência de patrimônio do grupo.

O juiz destacou ainda o fato de a própria Galileo reconhecer não ter a estrutura necessária para garantir as condições financeiras capazes de aprovar o plano de recuperação judicial, em razão das ações judiciais sobre a propriedade dos bens imóveis da UniverCidade e da Universidade Gama Filho, que seriam utilizados como garantia para pagamento dos credores.


O juiz Ferreira Viana determinou ainda que seja expedido mandado de verificação e lacração dos estabelecimentos dos devedores, devendo o oficial de Justiça apurar se há risco para execução da etapa de arrecadação ou para preservação dos bens da massa falida ou dos interesses dos credores.


Fonte: Monitordigital, em 10/5/2016.

sábado, 14 de maio de 2016

Propostas de Temer para educação são 'um passo para o passado'

O ex-ministro da Educação, Aloizio Mercadante, criticou as propostas do PMDB para a educação em um eventual governo do vice-presidente Michel Temer, caso o peemedebista assuma o Palácio do Planalto no lugar da presidenta Dilma Rousseff. Segundo Mercadante, as ideias, apresentadas no documento A Travessia Social, são "um passo em direção ao passado e não ao futuro".

No documento, elaborado pela Fundação Ulysses Guimarães e ainda não lançado oficialmente, o PMDB expõe uma série de medidas para a área social. Na educação, o partido sugere, por exemplo, a bonificação de professores, por meio de um programa de certificação federal dos profissionais do ensino fundamental e médio. Pela proposta, a União passaria a custear um pagamento adicional à remuneração regular de acordo com os resultados dos docentes.

Segundo Mercadante, iniciativas semelhantes não deram bons resultados. "Internacionalmente, academicamente, as pesquisas não mostram que essa é uma política de resultados seguros. Mesmo experiências no Brasil, como em São Paulo, não tiveram o que se esperava em termos de retorno", disse.

O petista também criticou a possibilidade de desvinculação de recursos para a educação. A questão é tratada no documento Uma Ponte para o Futuro, divulgado pelo PMDB em outubro do ano passado. No texto, o partido de Temer diz ser "necessário, em primeiro lugar, acabar com as vinculações constitucionais estabelecidas, como no caso dos gastos com saúde e com educação, em razão do receio de que o Executivo pudesse contingenciar, ou mesmo cortar esses gastos em caso de necessidade".

"A desvinculação de receita é um grave retrocesso. É um desmonte do PNE [Plano Nacional de Educação], que é uma estratégia extremamente ousada", disse Mercadante. O PNE estabelece que até 2024, o Brasil invista pelo menos 10% do Produto Interno Bruto (PIB) em educação. Atualmente, o investimento é de 6,2%. "A meta 20 [que trata do financiamento] não está resolvida. O que o PNE diz é que precisaríamos de mais receitas para educação", ponderou o ministro.

A Constituição estabelece que União invista um mínimo de 18% do que arrecada em educação e, estados e municípios, 25% de suas receitas. O fim do mínimo constitucional e a desvinculação de receita, segundo Mercadante, inviabilizaria também a Lei do Piso [Lei 11.738/2008], que define um mínimo a ser pago aos professores. Estados e municípios já manifestaram dificuldades em cumprir a lei.

Além de Mercadante, as possíveis mudanças na condução das políticas de educação também foram alvo de críticas de entidades que atuam na área. Para o Fórum Nacional de Educação (FNE), composto por 50 entidades representantes da sociedade civil e do Poder Público, a medidas peemedebistas "são contrárias a tudo o que o movimento educacional aponta para a educação", de acordo com o coordenador da entidade, Heleno Araújo.

"Investir no melhor desempenho [do professor] e deixar de colocar receita [na educação] é um prejuízo geral do PNE. São políticas paliativas que tentam encobrir a falta de financiamento da educação", acrescentou Araújo.

A presidente-executiva do movimento Todos pela Educação, Priscila Cruz, também apontou problemas nas propostas do PMDB para o setor. "A desvinculação de recursos da educação em um momento em que não se cumpriram sequer as agendas do século passado, em que ainda temos mais de 3 milhões de crianças fora da escola e a minoria aprende o que tem direito, é retrocesso", disse.

Em relação às bonificação de professores, Priscila disse que a questão é polêmica. Embora bem-sucedida em alguns países, segundo ela, "não há evidência de que a política ajudou a avançar a educação". A diretora do Todos pela Educação disse que melhorar a formação de professores e tornar a carreira mais atrativa são medidas mais efetivas. O bônus, segundo Priscila, funciona "em países que conseguiram fazer a lição de casa mais forte na base, em que a carreira de professor é muito disputada", o que não é o caso do Brasil.

Em relação à desvinculação de receitas para educação, o PMDB diz que, no Brasil, a maior parte do Orçamento chega ao Congresso para ser discutido e votado, com a maior parte dos recursos já comprometidos ou contratados, seja por meio de vinculações constitucionais, seja por indexação obrigatória dos valores.

"Assim, a maior parte das despesas públicas tornou-se obrigatória, quer haja recursos ou não. Daí a inevitabilidade dos déficits, quando os recursos previstos não se realizam, ou porque as receitas foram superestimadas, ou porque houve retração na atividade econômica, e, portanto perda de receitas", diz trecho de Um Ponte para o Futuro.

Já no documento A Travessia Social, o partido de Temer diz que o governo federal precisa "de um protagonismo muito maior do que tem tido até hoje, para assegurar que, na diversidade do país, as crianças brasileiras, onde quer que vivam, tenham as mesmas oportunidades de educação e de conhecimento".


Fonte: Agência Brasil, em 3/5/2016.

sexta-feira, 13 de maio de 2016

Direito da UFMG critica decisão judicial e afirma que apoiará centro acadêmico

A Faculdade de Direito da Universidade Federal de Minas Gerais classificou como "inadmissível censura" a decisão judicial que proibiu o Centro Acadêmico Afonso Pena de se reunir para debater o impeachment. Para o diretor da escola, Fernando Jayme, a medida atenta contra as "liberdades individuais e ao regime democrático" e "agride agudamente a autonomia" da universidade.

A Diretoria da Faculdade de Direito da UFMG afirmou que apoiará as medidas jurídicas que o centro acadêmico vier a adotar para restaurar as liberdades fundamentais. 

A proibição partiu da juíza Moema Miranda Gonçalves, da 9ª Vara Cível de Belo Horizonte, que afirmou que a função de um centro acadêmico é debater questões relacionadas à educação e à própria universidade, e não política.

A ação foi movida por dois alunos da graduação, Maria Clara Barros e Túlio Vivian Antunes, que afirmam que o receio era de que, na reunião, fosse aberta votação para aprovar uma greve na universidade. Maria já declarou que irá desistir da ação judicial, pois acredita que a repercussão do caso irá impedir que seja mobilizada uma greve durante o encontro.

De acordo com o diretor da escola, os alunos de uma universidade não podem ser privados de discutir quaisquer temas dentro do ambiente acadêmico. "Vivemos em uma democracia e a ela respeitaremos, principalmente quando o atentado é a um dos direitos humanos mais essenciais que é a liberdade de consciência, materializado na liberdade de expressão, direito esse protegido pelas declarações e tratados internacionais dos Direitos Humanos. A garantia das liberdades é condição primordial para caracterizar o Estado como democrático", enfatiza.


Fonte: Conjur, em 2/5/2016.

quinta-feira, 12 de maio de 2016

Futura abre inscrições para produções de estudantes

As inscrições para a 4ª edição do projeto Curtas Universitários estão abertas até 15 de junho. A iniciativa irá disponibilizar apoio financeiro de R$ 6 mil aos melhores 20 projetos audiovisuais de estudantes de graduação, que receberão dois dias de workshop, com orientações para o uso da verba na produção dos filmes. 

De acordo com a organização, a seleção vai priorizar "trabalhos que contenham narrativas com relevância contemporânea para o Brasil e para o mundo e contemplem a diversidade de olhares e linguagens". Os curtas oriundos dos projetos escolhidos serão exibidos em 2014 no Canal Futura e nas TVs parceiras da Associação Brasileira de Televisão Universitária (ABTU), além de serem disponibilizados no site do Globo Universidade.

Executado em parceria com a Rede Globo, o projeto do Futura tem como objetivo o estímulo à produção de conteúdo audiovisual e a disseminação de conhecimentos. Os vídeos vencedores da edição de 2015 estão sendo exibidos nesta semana no canal da Fundação Roberto Marinho. Os curtas-metragens abordam temas relacionados à educação, saúde, direitos humanos e meio ambiente, entre outros temas.
 
Fonte: Comunique-se, em 26/4/2016.

terça-feira, 10 de maio de 2016

Governo propõe a criação de cinco universidades federais

A presidenta Dilma Rousseff assinou, no dia 9/5, projeto de lei que cria mais cinco universidades federais. A cerimônia de assinatura foi no Palácio do Planalto e o projeto será encaminhado ao Congresso Nacional.

Pela proposta, serão criadas em Goiás, as universidades de Catalão e Jataí; no Piauí, a do Delta do Parnaíba; no Tocantins, a do Norte do Tocantins e, em Mato Grosso, a de Rondonópolis. Segundo o Ministério da Educação, as novas universidades deverão se juntar às 63 existentes.

"Queria destacar que as cinco universidades que acabamos de criar são muito importantes para as regiões do país. Há um esforço para interiorizar as universidades do nosso país", afirmou Dilma.

Durante a cerimônia no Palácio do Planalto, a presidenta também anunciou a inauguração de 41 campi de institutos federais de educação, ciência e tecnologia. Dilma ainda assinou o decreto de convocação da terceira edição da Conferência Nacional de Educação, a Conae 2018.


Fonte: Agência Brasil, em 9/5/2016.

sexta-feira, 6 de maio de 2016

Saúde destina R$ 230 milhões a hospitais universitários federais

Duas portarias do Ministério da Saúde publicadas no dia 27 de Abril, no Diário Oficial da União, destinam R$ 30 milhões e R$ 200 milhões, respectivamente, a hospitais universitários federais vinculados ao Programa Nacional de Reestruturação dos Hospitais Universitários Federais.

De acordo com as publicações, os recursos orçamentários e financeiros, que totalizam R$ 230 milhões, correrão por conta do orçamento do ministério para investimento e custeio. Serão beneficiados 100 hospitais. A lista e o montante destinado a cada um estão disponibilizados no Diário Oficial da União.


Fonte: Agência Brasil, em 27/4/2016.

quarta-feira, 4 de maio de 2016

Feira do Livro de Brasília vai destacar protagonismo de professores

Com o tema "Meu mestre, meu livro", a 32ª Feira do Livro de Brasília vai destacar o papel do professor como protagonista na promoção da literatura e na formação de leitores.

"Estamos brincando com essa ambiguidade, quem é o mestre? É o livro, é o escritor que fez o livro, é o professor que preparou o escritor ou o que apresentou o livro? Como essas coisas estão relacionadas?", disse o presidente do Sindicato dos Escritores do Distrito Federal (Sindescritores) e coordenador da feira, Marcos Linhares.

Lançada hoje (27), a feira vai acontecer de 1º a 10 de julho, no Pavilhão de Exposições do Parque da Cidade, em Brasília, com a presença de 170 escritores locais e cerca de 20 nacionais. A organização espera receber 400 mil pessoas durante o evento.

Segundo Linhares, o professor, em geral, fica com a parte difícil da promoção da literatura "Recebe o ônus de vigiar, de trazer os meninos, de trabalhar um livro em pouco tempo. Mas isso não é feito de maneira sistemática, planejada, motivacional, em que ele se sinta parte daquele processo, em uma relação de pertencimento", disse.

O objetivo da Feira do Livro deste ano é justamente dar ao professor o papel de protagonista. "Até porque, na relação de mediação de leitura, os dois principais protagonistas são os pais e os professores. Quando não há uma relação em casa, quando os pais não têm esse contato com a literatura, quem salva é o professor, é a escola que resgata o futuro leitor", disse Linhares.

Toda a programação da feira vai valorizar a relação com os educadores e haverá alas temáticas com atividades específicas. "Na ala da gastronomia, por exemplo, estamos fechando com o chefe Olivier Anquier para ele dar uma aula de gastronomia baseada no livro, e ali ele não deixa de ser educador. Estamos trazendo escritores de literatura policial, que vamos colocar para discutir o crime e a educação com uma promotora e outro escritor que é policial civil", citou.

Memórias e novos escritores

O presidente do Sindescritores contou que haverá um Mural das Recordações para que as pessoas possam deixar uma mensagem para o professor que marcou suas vidas. "Vamos produzir um vídeo e teremos uma equipe para fazer os reencontros desses professores com seus alunos, além de colegas escritores para contar essas histórias", disse.

Outro destaque desta edição da Feira do Livro de Brasília será o 1º Encontro Nacional de Escritores Jovens do Brasil, que vai reunir cerca de 40 autores de 8 a 30 anos para troca de experiências, oficinas e lançamentos de livros. O 1º Encontro Nacional de Blogueiros Literários também vai acontecer durante a feira em Brasília.

"As novas tecnologias têm que ser aliadas para que as pessoas leiam. Não podemos transformar os leitores de livros digitais em um problema. Se o leitor começa a ler qualquer outra coisa ele pode chegar a uma leitura mais densa", disse.


Fonte: Agência Brasil, em 27/4/2016.