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sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Faculdades de Direito dos EUA querem reduzir número de concorrentes

O mercado jurídico nos EUA deu alguns sinais de revitalização, ultimamente, mas dificilmente vai recuperar a força que tinha antes da recessão de 2008 e anos seguintes. A advocacia não é mais uma rota segura para o sucesso, que os estudantes escolhiam antigamente. Hoje, o mercado jurídico já não comporta tantos bacharéis, porque, a cada ano, há menos emprego e mais candidatos.

Esse é o argumento que as faculdades de Direito usaram para justificar a opinião de que o número delas próprias país deve ser reduzido. De acordo com uma pesquisa da Kaplan Test Prep, divulgada pelo site Above the Law, 65% das faculdades de Direito consultadas declararam que o país tem instituições de ensino de Direito demais e que, portanto, algumas deveriam ser fechadas.

A pesquisa foi feita entre agosto e setembro deste ano, com 111 das 205 faculdades de Direito credenciadas pela American Bar Association (ABA) do país. Entre elas, participaram 12 das 25 melhores faculdades do país, segundo o ranking da U.S. News & World Report.

Obviamente, nenhuma dessas faculdades se inclui entre as que deveriam ser fechadas, para adequar o número de bacharéis ao mercado, diz o Above the Law. Assim, não seria uma tarefa fácil fechar um certo número de faculdades.

Diante dessa dificuldade, as faculdades consultadas disseram apoiar uma proposta que já está na mesa, a de que a ABA suspenda por um ano o credenciamento de novas faculdades de Direito. Essa é uma proposta que foi oficialmente feita pelo Conselho Nacional de Consultoria sobre Qualidade Institucional, um órgão do Departamento de Educação dos EUA. Mas a proposta não agradou a ABA, que já a rejeitou, pelo menos por enquanto.

Porém, há mais que preocupações com o futuro dos bacharéis por trás dessas propostas para fechar escolas ou suspender o credenciamento: as faculdades estão perdendo matrículas de novos estudantes de Direito, ano após ano. Em 2016, a perda foi de 24% — menor que a de 2015, que foi de 35%, e de 2014, que foi de 54%. Em termos econômicos, as perdas estão decrescendo, mas os números continuam no vermelho.

Uma indicação de que as faculdades estão “no vermelho” é a recente — e contínua — evasão de cérebros. Professores, acadêmicos e funcionários graduados estão deixando as faculdades e estudantes “preferenciais”, aqueles que tiveram um ótimo desempenho escolar prévio à universidade, estão evitando os cursos de Direito.


Fonte: Conjur, em 9/10/2016.

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