quarta-feira, 26 de setembro de 2018

Anuário Brasileiro da Educação Básica 2018 já está disponível para download

O Anuário Brasileiro da Educação Básica, produzido e publicado há sete anos por iniciativa do Todos Pela Educação e da Editora Moderna, é uma referência para jornalistas, gestores públicos e sociedade compreenderem a dimensão e os desafio do cenário da Educação do Brasil. E a edição de 2018 acaba de ganhar a sua versão digital, considerando a atualização de alguns indicadores de referência com a nova metodologia da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua ou PNADC), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Embora esteja em fase final de consolidação, a Pnad Contínua apresenta dados mais apurados para os anos de 2012 a 2017, proporcionando ao leitor a visão dos últimos desenvolvimentos da Educação Nacional.
 
A versão impressa do Anuário 2018, foi lançada em julho. Juntas essas duas versões marcam a transição entre as duas formas de acompanhamento dos indicadores populacionais da Educação do IBGE: Pnad e Pnad Contínua. A principal diferença entre as duas é a frequência de sua aplicação: enquanto a Pnad foi realizada anualmente (sempre em setembro) até 2015, a Pnad Contínua é organizada em ciclos trimestrais, mas com entrevistas feitas todos os meses desde 2012.

 
Essa transição está ocorrendo porque a nova metodologia permite recortes mais variados: é possível analisar indicadores trimestrais, mensais e também anuais. E isso, na prática, pode mudar o entendimento dos dados. Por exemplo, a taxa de atendimento escolar. Se compararmos a Pnad a Pnad Contínua, veremos diferenças porque enquanto a primeira só calcula abandonos na última semana de setembro, a segunda se baseia em entrevistas feitas em todas as semanas de julho a setembro. Assim, vê-se que o período em que as respostas foram coletadas influencia a consolidação dos dados.

 
Apesar de coexistirem até agora, a partir de 2019 o Anuário impresso também utilizará a Pnad Contínua - ou seja, a versão digital e a impressa serão iguais. Mas vale lembrar que apesar de a versão impressa da publicação usar a Pnad aplicada até 2015 - ou seja, os dados ali contidos não são os mais atuais -, sua metodologia possui uma longa série histórica, é consistente e amplamente aceita para avaliar o cenário da Educação.


Publicação mantém olhar sobre desigualdades


Entre outros pontos importantes, edição de 2018 adotou em ambas as versões impressa e digitall um critério relacionado ao contexto socioeconômico dos alunos para permitir um olhar mais profundo sobre a questão da equidade. No especial Início Desigual, por exemplo, os resultados da Avaliação Nacional da Alfabetização (ANA) mostram que entre os 20% de municípios mais pobres, apenas 32,7% dos alunos do 3° ano do Ensino Fundamental têm nível suficiente em leitura, enquanto nos 20% de municípios mais ricos a taxa é 58,4%.


Já no especial Perspectiva Socioeconômica do Ideb, por exemplo, é possível observar que quanto menor o Nível Socioeconômico (NSE) da escola, menor é o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). Em 2015, o Ideb das escolas de NSE muito baixo dos anos iniciais do Ensino.

 
 
Clique aqui para baixar:
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