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quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Implementação de novas tecnologias nas escolas não satisfaz alunos, pais e professores

Nas últimas décadas, as gerações passaram por grandes mudanças comportamentais e de valores. Essas transformações refletiram também na Educação, fazendo com que os públicos envolvidos com o ensino, sejam escolas, diretores, gestores, pais, ou alunos ficassem insatisfeitos com o que é aplicado. A partir desse pressuposto, a consultoria em engajamento Santo Caos realizou um estudo em formato de vídeo documentário chamado “Do Giz ao Tablet”, que aponta os principais problemas do modelo de ensino atual. Para Guilherme Françolin, sócio e diretor de novos negócios da Santo Caos, um dos pontos mais relevantes foi perceber que as escolas não entendem como podem usar a tecnologia para potencializar a educação. “Por mais que um tablet, lousas digitais ou ferramentas tecnológicas na sala de aula proporcionem um potencial incrível, muitas vezes são meios utilizados apenas como mera apostila digital, uma forma de acessar conteúdos que a escola disponibiliza. Deste modo, diminui-se toda a capacidade que este recurso possa atingir”, afirma.

Segundo Françolin, após ouvir mais de 100 horas de declarações de especialistas, pais, diretores, gestores e professores, além de mapear oito escolas do Estado de São Paulo – entre públicas e particulares - ficou claro que ninguém está satisfeito com o que é oferecido atualmente. O executivo revela que na visão dos pais e especialistas na área ouvidos pela consultoria, o grande gargalo atualmente está relacionado a padronização, seja do conteúdo ou na maneira como os alunos são tratados. “No decorrer das gravações percebemos que tanto para os pais quanto especialistas, o ensino precisa ser repensado em relação ao estilo que o aprendizado é conduzido, já que na vida fora da escola as pessoas precisam desenvolver competências e habilidades que possam ser aplicáveis. No atual modelo, prevalece a padronização e não a liberdade para aperfeiçoar-se no que gosta”, explica.

 
Guilherme esclarece que ainda de acordo com o documentário, os professores acreditam que a principal dificuldade para melhorar o ensino são os programas pedagógicos aplicados que pouco acrescentam aos alunos. “Para os educadores, a grade atual de ensino pouco agregam aos alunos, já que os conteúdos que são passados visam apenas o ingresso dos jovens nas universidades e não um melhor preparo para a vida”, comenta. O executivo também reforça que para os gestores e diretores a cobrança excessiva dos pais no vestibular é um dos fatores que dificulta a evolução do ensino. “Embora os pais sejam os ‘financiadores’ das instituições, muitos gestores e diretores acreditam que há uma cobrança exacerbada em cima dos jovens para serem aprovados nos vestibulares. Isso costuma gerar um entrave na mudança do ensino. O que se observa, felizmente, é que os jovens estão buscando outros caminhos”, diz.


Na opinião de Guilheme Françolin, a busca por uma mudança no modelo educacional brasileiro é clara. No entanto, para que haja uma transformação, cabe a cada um encontrar o problema e junto a profissionais qualificados buscar soluções para eles. “Os pais da geração Y entendem que a necessidade da educação escolar mudou. O que grande parte deles percebe é que com o pleno emprego e acesso fácil a internet, somente passar conhecimento não basta. Para eles, neste modelo de ensino, seus filhos saem despreparados emocionalmente para a vida, embora tenham boas notas e absorvam uma quantidade significativa de informação. Para o futuro, é necessário trabalhar com mais clareza as competências comportamentais, estas que serão aplicadas na faculdade e posteriormente exigidas no mercado de trabalho”, complementa.


Fonte: Consultoria Santo Caos, em 26/1/2015.

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