Café com Seu Professor
Maneira didática de entender como fica o aumento do Piso Nacional e o desconto no Imposto de renda. Assista ao vídeo aqui.
Café com Seu Professor
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Fonte: BBC News Brasil no Youtube em 14/12/2025.
Isso vale porque, na prática, os docentes permanecem à disposição da escola ou faculdade durante esses momentos, ajudando alunos, supervisionando espaços ou planejando atividades.
Mais detalhes no vídeo:
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Censura
Segundo o professor, um primeiro “dado preocupante” constatou que a censura se tornou um fenômeno disseminado por todo o território brasileiro e em todos os níveis e etapas da educação, englobando não só o professor, em sala de aula, mas todos que trabalham com educação.
A pesquisa mostrou um percentual alto de professores vítimas diretas da violência. Na educação básica, o índice registrou 61%, e 55% na superior. “Na educação superior, foi 55%, um pouquinho menor, mas, ainda assim, está acima de 50%”, destacou Penna.
Entre os educadores diretamente censurados, o levantamento constatou que 58% relataram ter sofrido tentativas de intimidação; 41% questionamentos agressivos sobre seus métodos de trabalho; e 35% enfrentaram proibições explícitas de conteúdo.
Os educadores também relataram casos de demissões (6%), suspensões (2%), mudança forçada do local de trabalho (12%), remoção do cargo ou função (11%), agressões verbais e xingamentos (25%), e agressões físicas (10%).
Temáticas
Fernando Penna analisou que os dados mostraram ainda que a violência e a censura já estão enraizadas no Brasil, nas instituições de educação básica e superior. “Isso é preocupante porque a gente está falando aqui de temáticas obrigatórias”.
Ele citou, como exemplo, o caso de uma professora do interior do estado do Rio de Janeiro, cujo um colega, durante a pandemia da Covid 19, pegou um material do Ministério da Saúde, com orientações sobre medidas sanitárias e a importância da vacinação, mas foi impedido sob argumento de “doutrinação”.
“E quando ele foi entregar isso à diretora da escola, ela disse para ele que na escola não ia ter doutrinação de vacina”.
A pesquisa identificou ainda professores proibidos de tratar, na sala de aula, temas como o da violência sexual, em que alerta o aluno sobre o fato desse tipo de violência ocorrer dentro de casa.
“E é depois de algumas aulas na escola sobre orientação sexual, gênero, sexualidade, que esse jovem que tem uma violência naturalizada acontecendo no espaço privado denuncia o autor disso”, explicou Pena, ao ressaltar a importância de o tema ser tratado no ambiente escolar. “Mas essa temática, que é a discussão dos temas envolvendo gênero e sexualidade, é que os professores mais indicaram como sendo o motivo da violência que eles sofreram”.
O professor disse ainda que o estudo deixa claro que essa violência não impacta só os educadores, mas a liberdade de ensinar e a liberdade de aprender. “Estudantes estão deixando de discutir temáticas vitais para a sua formação”, acrescentou.
Outro exemplo de tema óbvio, que é motivo de questionamentos de pais contra professores de ciência, é o da teoria da evolução. Alguns preferem que se discuta dentro da escola o criacionismo e não a teoria da evolução. “Então, professores que tentam fazer o trabalho de levar o conhecimento às crianças e adolescentes acabam sendo demitidos, transferidos”.
A proporção de professores que passaram diretamente por esse tipo de violência ficou em torno de 49% a 36%. A maior parte dos educadores disse que o episódio ocorreu quatro vezes ou mais.
Segundo o levantamento, os temas que motivaram o questionamento à prática do educador foram liderados por questões políticas (73%), seguidos por questões de gênero e sexualidade (53%), questões de religião (48%) e negacionismo científico (41%).
Polarização
A pesquisa pediu também que os educadores respondessem os anos que essa violência ocorreu, “porque uma das nossas hipóteses é que essa violência tem relação com a polarização política que nós vivemos. E quando eu falo polarização, eu estou dizendo extrema direita, extrema esquerda. É uma polarização assimétrica entre uma extrema direita e uma centro-esquerda, no máximo”.
“Os dados configuraram um gráfico que revela que a violência contra educadores sobe a partir de 2010 e tem um pico em 2016, em 2018 e em 2022, que são os anos do ‘impeachment’ e de duas eleições presidenciais”, destacou Penna, frisando que essa “tensão política que o país vive está, infelizmente, entrando nas escolas”.
Agentes da violência
Quando perguntados sobre quem foram os agentes da violência, os educadores citaram os próprios membros da comunidade interna da escola ou da universidade. Ou seja, a própria direção, coordenação, membros da família, estudantes. “Isso é muito grave porque traz um dado de pesquisa que mostra que essa violência pode ter partido de figuras públicas, de uma atenção política mais ampla, mas, infelizmente, ela já está dentro das comunidades educativas”.
A pesquisa identificou que são os próprios membros da comunidade educativa interna que estão levando essa violência para dentro da escola, liderados pelos profissionais da área pedagógica (57%), familiares dos estudantes (44%), estudantes (34%), os próprios professores (27%), profissional da administração da instituição (26%), funcionário da instituição (24%) ou da secretaria de educação (municipal ou esta- dual) ou reitoria, no caso das universidades (21%).
Perseguição
De acordo com o coordenador do estudo, esse quadro de perseguição e violência envolve tanto a política institucional, quanto a política partidária, mas também abre espaço para se pensar em dimensões políticas da vida comum. Então não é surpresa que o crescimento da violência que foi observado esteja mais vinculado ao dado político do momento. “Ele é um tema que realmente tenciona muito”.
A perseguição a educadores foi relatada como extremamente impactante para 33% dos educadores tanto na vida profissional como pessoal, e bastante impactante para 39% na profissão e também no lado pessoal. A consequência em muitos casos foi que grande parte dos professores que vivenciaram esses casos de violência acabaram deixando de ser educadores, o chamado apagão dos professores, confirmou Penna.
“Foi uma das ferramentas de manipulação política desse pânico moral usado pela extrema direita nos anos recentes”, afirmou.
Impacto
Fernando Penna salientou que os educadores nem precisam ter sido vítimas diretas da violência porque, quando ela acontece em uma escola ou universidade, “ela degrada o clima escolar”.
Quando perguntados sobre mudanças que esses eventos trouxeram para o seu cotidiano de trabalho, a maioria dos educadores afetados citou insegurança e desconforto. “O desconforto com o espaço de trabalho foi o terceiro maior impacto da censura citado pelos respondentes (53%). Isso levou 20% dos participantes a mudarem de local de trabalho por iniciativa própria.
“As pessoas estão com medo de discutir temas. Estão com medo de fazer o seu trabalho como elas foram formadas para fazer e de acordo com seus saberes da experiência. Aí você está falando que o dano para a sociedade é gigantesco. Porque, os professores estão com medo de discutir temas, alguns estão sendo prejudicados e não podem discutir temas, por exemplo, no caso do gênero”, afirmou Penna.
Vigiados
A pesquisa constatou que em torno de 45% dos professores entrevistados disseram se sentir constantemente vigiados. Fato que leva a censurar sobre o que falam na sala de aula. O coordenador do estudo disse ter encontrado professores que trabalham em escolas privadas e relatam já ter entendido que não podem abordar determinados assuntos sob risco de serem demitidos.
“Muitas vezes, esse educador precisa do emprego, mas pode estar sendo ameaçado ali no território onde ele vive”. Penna argumentou que é preciso reconhecer que esse é um problema da sociedade brasileira. “A gente está vivendo em uma sociedade na qual educadores têm medo de falar e de trabalhar de acordo com seu saber profissional”.
Ele indicou que todos os profissionais que trabalham com a produção de um conhecimento seguro, ou seja, que podem desmascarar mentiras, teorias da conspiração, ‘fake news’, são vítimas.
“Tanto que, em 2023, surgiu o Observatório Nacional da Violência Contra Educadoras/es, que é quem fez a pesquisa. Mas também surgiu o Observatório Nacional da Violência Contra Jornalistas, que são outra categoria que sofreu muito durante o governo Bolsonaro. Uma perseguição incrível”.
Regiões de destaque
O impacto que está ocorrendo nas comunidades educativas, que demonstram medo de discutir abertamente temas importantes para a formação dos estudantes foi mais identificado nas regiões Sudeste e Sul, onde foram registrados casos de professores que passaram por essas situações de violência mais diretamente.
O dado não surpreendeu o coordenador da pesquisa. “Tanto que um dos estados que teve mais respondentes no Sul do país foi Santa Catarina, onde a gente sabe de muitos casos de violência. É um estado onde a extrema direita impera”, afirmou.
A sondagem apurou que em todas as cinco regiões brasileiras 93% dos educadores tiveram contato com situações de censura, sendo que 59% passaram diretamente por essa situação, 19% souberam que aconteceu com alguém e 15% ouviram falar.
Proteção aos professores
Fernando Penna afirmou a necessidade de serem criadas ações para proteger os professores, sobretudo em anos de eleição presidencial, quando se sabe que a tendência é essa violência recrudescer, se tornar mais intensa.
A pesquisa, até agora, gerou um banco de dados que ainda tem muitos cruzamentos para serem feitos, manifestou o coordenador.
“A gente pode fazer análises de estados separadamente. A segunda etapa da pesquisa, que está em curso, e de entrevistas. Do total desses de professores que responderam, a gente vai escolher 20 pelo país para entrevistar”, anunciando que serão divulgados outros relatórios vinculados a essa pesquisa inicial.
No relatório completo que está sendo preparado, o Observatório sugere a criação de uma política nacional de enfrentamento à violência contra educadores, como resposta do poder público. Essa política já estaria sendo elaborada no âmbito do MEC. O Observatório tem ainda um acordo de cooperação técnica com o Ministério dos Direitos Humanos.
“A gente tem insistido muito que os educadores trabalhem na perspectiva da educação e direitos humanos, porque são justamente aqueles que mais sofrem violência. Então, a gente tem uma demanda de que os educadores sejam reconhecidos como defensores de direitos humanos e incluídos como uma categoria específica nas políticas do ministério. É uma ferramenta de denúncia de violação de direitos humanos”, concluiu Penna.
Fonte: ICL Notícias com a Agência Brasil em 06/12/2025
Professor diz já ter presenciado alunos serem retirados de suas casas para avaliações
Em um manifesto, estudantes do ensino médio da rede pública no dia 11 de novembro, revelaram que algumas escolas teriam facilitado a ocorrência de fraudes e colas durante a Prova Paulista com o objetivo de elevar seus índices de desempenho, beneficiando tanto a escola quanto as diretorias de ensino.
O Intercept também teve acesso a mensagens e depoimentos que mostram que, diante da pressão, escolas têm adotado diferentes estratégias para cumprir as metas – elas vão de exposição vexatória de quem foi mal a driblar o sistema de faltas para não contar os alunos com desempenho ruim.
Em Ribeirão Preto, um professor da rede estadual, João Carlos, afirmou ao Intercept que, na mesma escola em que a aluna de 14 anos tentou o suicídio, outra solução estaria sendo adotada. “Tem alunos que frequentam as aulas, mas recebem faltas para que, assim, saíam de uma vez da escola e não piorem os índices”, revelou o professor.
O Intercept teve acesso a mensagens da direção da escola determinando a professores que alunos presentes à sala de aula fossem registrados como ausentes.
O professor diz também já ter presenciado alunos serem retirados de suas casas, “à força”, segundo ele, para avaliações, como a chamada “prova paulista”, “que é de sumo interesse, tanto para a diretora quanto para o governador do estado”.
O professor conta que dirigentes da escola costumam colocar nas paredes dos corredores os resultados de avaliações de alunos que tiveram resultados pífios. Para ele, essa atitude expõe os alunos a situações vexatórias e geram problemas emocionais.
Educação como mercadoria: a estratégia de Feder
O modelo empresarial de gestão nas escolas implantado por Tarcísio de Freitas foi importado do Paraná, onde o empresário Renato Feder foi secretário de Educação na gestão de Ratinho Júnior, do PSD, entre 2019 a 2022.
Embora professor de formação, Feder é empresário, com longa carreira no setor privado, principalmente como CEO da Multilaser, empresa de tecnologia, entre 2003 e 2018.
No Paraná, sua gestão marcada pela implementação das escolas cívico-militares e pela privatização encantou Tarcísio de Freitas, que o chamou para a secretaria estadual paulista – ao mesmo tempo em que fazia negócios milionários com a Multilaser.
Ao assumir o cargo em São Paulo em janeiro de 2023, Renato Feder afirmou que pretendia transformar São Paulo em uma “potência educacional”.
Em 2024, o novo secretário decidiu avaliar os alunos da rede escolar a partir da frequência nas aulas e de resultados em provas bimestrais e desempenhos como a do Saresp e do Sistema de Avaliação da Educação Básica, o Saeb.
O Saresp avalia o desempenho da escolaridade básica no estado; e o Saeb, por meio de testes e questionários a estudantes, professores e gestores escolares, é utilizado para o cálculo do Índice de Desenvolvimento de Educação Básica, o Ideb.
A Secretaria de Educação nega que haja afastamento automático de professores e diretores e diz que “nenhum diretor ou professor é afastado exclusivamente por resultados de avaliações externas”.
Segundo o governo, a avaliação considera múltiplos critérios, como frequência, participação em formações, acompanhamento pedagógico”, além das provas do Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do Estado de São Paulo, o Saresp, e indicadores de desigualdade.
Plataformas digitais não melhoraram resultados escolares
Além das metas agressivas, outra aposta de Tarcísio e Feder para turbinar os índices de qualidade do ensino na rede estadual de São Paulo foi a adoção massiva de plataformas digitais de ensino na rede pública.
O uso desses sistemas começou na gestão do governador João Doria, ex-PSDB, entre 2019 e 2022, e foi intensificado – e se tornou um dos pontos de maior tensão entre os educadores e o governo.
O sistema utilizado, chamado Bussiness Intelligence, ou BI, serve para monitorar as atividades em várias plataformas educacionais, entre elas a Leia SP (para incentivar a leitura), Speak (idiomas) e Alura (tecnologia). Diversas empresas desenvolvem essas ferramentas e plataformas de BI, que é um conjunto de processos e tecnologias
O governo Tarcísio gastou R$ 471 milhões somente em 2024 nessas plataformas – e a iniciativa não melhorou o desempenho das escolas estaduais no sistema de avaliação de rendimento, o Saresp, segundo um estudo da Rede Escola Pública e Universidade, que reúne pesquisadores de universidades paulistas.
‘Vive-se num clima de terrorismo. O terror impera. Houve uma mudança radical no sistema educacional para impor o uso dessas plataformas.’
Mesmo as escolas que atingiram as metas de uso das plataformas definidas pelo governo não registraram melhora de fato, de acordo com o estudo. Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores analisaram os dados da própria Secretaria de Educação.
O governo de São Paulo, porém, ao divulgar os resultados do Saresp de 2024, em fevereiro, anunciou que houve uma melhora no desempenho dos alunos da rede estadual, principalmente em Português e Matemática. Os educadores contestaram.
“Não melhorou o ensino. A Secretaria de Educação alterou a métrica utilizada para avaliar o ensino de Português e Matemática. Antes, era um total de pontos acumulados. Agora, mudou para notas. Disseram que melhorou, mas apenas falsearam os dados”, critica Chico Poli.
Além de questões educacionais, a plataformização do ensino levanta questões de privacidade e de segurança. Em julho, a Folha de S.Paulo denunciou que alunos das escolas estaduais hackearam as plataformas para realizar as tarefas em segundos. Alguns deles cobravam entre R$ 2,50 e R$ 10 para realizarem as tarefas de colegas. No Discord, em um grupo com mais de 200 mil usuários, eram compartilhados os métodos para burlar as plataformas.
No início de outubro, o Ministério Público de São Paulo após um pedido do deputado estadual Carlos Giannazi, do Psol, recomendou que a gestão de Tarcísio deixe de obrigar o uso de plataformas nas escolas, e deu um prazo de 30 dias. Se o governo não acatar o pedido, o MP prometeu adotar “as medidas cabíveis”. A Secretaria diz que “analisa” a recomendação.
Giannazi pediu ao MP e ao Tribunal de Contas do Estado de São Paulo para que sejam apurados os valores gastos com as plataformas digitais nas escolas e os contratos firmados com esse objetivo com a Secretaria de Educação.
Para diretores e professores da rede estadual de ensino, as plataformas estão muito distantes das necessidades para a aprendizagem dos alunos.
“O projeto de educação é baseado num sistema absurdo de plataformização, que afronta inclusive a liberdade de cátedra dos professores”, critica Fábio de Moraes, primeiro-presidente do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo, a Apeoesp. “O professor é obrigado a seguir as plataformas. Não somos contra a implementação de tecnologia, mas o protagonista não é o professor”.
“Agora, vive-se num clima de terrorismo. O terror impera. Houve uma mudança radical no sistema educacional para impor o uso dessas plataformas”, diz Moraes. “Isso foi feito por meio de contratos milionários, para as empresas que geram essas plataformas. Toda a rede de ensino está linkada nela. Somos 645 municípios com características totalmente diferentes, e há uma padronização nas plataformas, o que é errado. As próprias avaliações do governo já deixaram claro que não tem dado resultado, mas o governo continua insistindo”, protesta Moraes.
“Já está provado que esse tipo de material não funciona. A tecnologia é importante, mas para outra finalidade”, corrobora o diretor Chico Poli, da Udemo. “É um material de segunda categoria. Tem vários erros e virou motivo de piada. Como apareceu em uma das plataformas que quem libertou os escravos no Brasil foi dom Pedro 1º, e não a Princesa Isabel. E mais recentemente, outro erro grave: foi dito que Segunda Guerra Mundial ocorreu nos anos 1950 e 1960, quando foi entre 1939 e 1945”, lembra.
O governo do estado, ainda assim, defende o uso das plataformas e contesta as críticas. Segundo a Secretaria da Educação, “análises preliminares indicam que as unidades escolares que integram os recursos digitais à rotina pedagógica tendem a apresentar melhores níveis de engajamento e avanços no processo de ensino-aprendizagem ao longo do tempo”.
A Secretaria afirma que elas não substituem o professor e nem impõem metodologias “e são ferramentas complementares de apoio, diagnóstico e organização de dados”. Após a publicação da reportagem, a Seduc afirmou que suas diretrizes oficiais não impõem o uso de plataformas.
Enquanto isso, alunos da rede pública têm que lidar com um problema muito mais rudimentar: eles não têm computador para usar as plataformas. “Há um para cada três alunos e a Secretaria reconhece isso. Isso faz com que os estudantes não consigam dar conta dos exercícios e questionários propostos em salas de aula”, diz Poli. “Eles também não têm computador em casa. Para que consigam cumprir o que é solicitado, os professores precisam ajudá-los a concluir as tarefas em salas de aula”.
“Não há equipamento tecnológico para todos os alunos usarem ao mesmo tempo. Não há como concluir tudo”, confirma o professor Walter, da cidade de Salto.
Fonte: Intercept Brasil em 11/12/2025.