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quarta-feira, 18 de maio de 2016

Pesquisa mostra as mudanças no segmento de educacional

A Associação das Agências de Intercâmbio (Belta) apresentou em, 04 de maio de 2016, os dados da "Pesquisa Selo Belta", a nova pesquisa de mercado que mostra como o segmento de intercâmbio se comportou em 2015.

"A pesquisa foi elaborada a partir do cruzamento de dados de dois estudos simultâneos: um junto a 135 agências de intercâmbio, e outro com 1.925 estudantes, tanto com os que já viveram a experiência do intercâmbio educacional como com os que possuem interesse em realizá-lo nos próximos meses. Esse cruzamento de dados é inédito nas pesquisas encomendadas pela Belta", disse Maura Leão, presidente da Belta.

Os dados mostram que os cursos de idioma continuam sendo os principais produtos comercializados pelas agências de intercâmbio. Os programas de ensino médio (high school), curso de férias para jovens e de idioma com trabalho temporário completam as lista dos quatro serviços.

Houve uma mudança de cenário quanto aos destinos mais procurados. Na pesquisa divulgada pela Belta em 2013 Canadá, Estados Unidos e Reino Unido figuravam no topo dos três destinos preferidos dos estudantes brasileiros, na "Pesquisa Selo Belta" de 2016 Canadá e Estados Unidos se mantiveram como destinos mais procurados, a Austrália pulou do 5º para o 3º lugar.
   
"A pesquisa que realizamos validou o que já experimentamos no dia a dia: Canadá como país que ocupa primeiro lugar entre os destinos por conta da relação custo/benefício e cotação da moeda, apesar de os Estados Unidos ainda serem o país do sonho", disse Maura Leão.

No ranking dos dez destinos mais procurados estão: Irlanda, que se manteve em 4º, Nova Zelândia, que passou de 7ª para 5ª, Malta, que aparece pela primeira vez no ranking, África do Sul, que avançou duas posições e é o 8º destino, seguido de França, que caiu uma posição, e Espanha, que passou de 6ª para o 10º destino.

"Foram muitos os aspectos que influenciaram nas escolhas desses países: custo de vida e moedas mais favoráveis, assim como a possibilidade de realizar programas de estudo combinados com o trabalho legalizado", disse Maura Leão. 

A média de permanência dos estudantes brasileiros no exterior se mantém de um a três meses e se na pesquisa anterior a faixa etária que liderava a busca por educação internacional era dos 18 a 30 anos, nessa é a de 22 a 24 anos, seguida pelo grupo que vai de 25 a 29 anos. Depois aparecem os grupos de 18 a 21 anos e dos 15 aos 17 anos.

Dos estudantes que realizaram intercâmbio, 49% informaram que a fonte financiadora de sua viagem foi a poupança pessoal, 40,6% disseram que foi a família que arcou com os custos. As demais porcentagens se referem a bolsas de estudos ofertadas através de órgãos governamentais nacionais e internacionais.

Para os intercambistas os principais influenciadores são os amigos, seguidos de sites especializados em viagens educacionais, feiras, família e agências de intercâmbio. "A alta procura pelo trabalho da agência de intercâmbio, que não deixa de ser uma consultoria especializada em educação internacional, se deve à confiança, à facilidade de contato com a instituição de ensino, ao atendimento personalizado, valor oferecido e às formas de pagamento", disse Maura Leão.

A pesquisa feita com os estudantes que realizaram intercâmbio mostrou ainda que a principal motivação deles foi: o interesse em investir em uma formação internacional, poder realizar o sonho de conhecer países e culturas diferentes, aprender ou aprimorar um novo idioma, assim como ter uma experiência de vida internacional capaz de conciliar estudo com trabalho e turismo.
 
"Além disso, o intercâmbio aparece claramente na pesquisa como uma forma de se obter diferencial na carreira profissional para aumentar a empregabilidade, fator esse de fundamental importância num momento de crise como este que estamos passando", disse Maura Leão.

"Dos tipos de intercâmbio que os futuros intercambistas disseram desejar fazer os seis primeiros estão relacionados à carreira, são eles: curso de idioma com trabalho temporário, curso de idioma, pós-graduação (Mestrado, Doutorado, MBA ou Master), graduação e curso profissionalizante", disse Maura Leão.
  
Metodologia da pesquisa

A "Pesquisa Selo Belta" 2016 foi executada pelo Grupo de Pesquisa Mobilidades – A vivência Acadêmica Internacional através de questionário quantitativo, aplicado de forma on-line, em nível nacional. 

Nas principais questões do instrumento de coleta foi utilizado o recurso de construção de rankings, segundo o qual uma pontuação é dada a cada resposta de acordo com a posição atribuída aos itens na classificação feita pelo respondente. (Ex: 1º lugar: 20 pts; 2º lugar: 19 pts; ....; 20º lugar: 1 pt).

No questionário para as agências de intercâmbio foram selecionadas 135 empresas, sendo que 115 são agências de intercâmbio Selo Belta. Essas empresas possuem 925 pontos de vendas e a maior concentração está na região Sudeste, seguido do Sul, Nordeste, Centro Oeste e Norte.

Na pesquisa realizada com os estudantes, dos 1915 respondentes, 58% são brasileiros interessados em realizar intercâmbio e 42% foram estudantes que já realizaram em algum momento da vida uma viagem educacional (desse montante 19,9% disseram ter feito o intercâmbio em 2015). As maiores concentrações dos estudantes entrevistados estão na região Sudeste, seguido de Sul, Nordeste, Centro Oeste e Norte.

Fonte: Ascom Belta, em 4/5/2016.

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